Encarregados de educação insatisfeitos com suspensão das atividades letivas

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Díli – Os encarregados de educação mostram-se insatisfeitos com a decisão do Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) de suspender temporariamente todas as atividades letivas nas escolas timorenses.

“A circulação dos transportes públicos e atividades de negócio estão a decorrer dentro da normalidade, enquanto as das escolas estão suspensas”, lamentou Fernando da Costa, um representante dos encarregados de educação, aos jornalistas, na terça-feira (05/01), em Becora.

Segundo Fernando da Costa, os ministérios da Educação, Juventude e Desporto e da Saúde deveriam disponibilizar equipamentos de proteção individual, sobretudo máscaras, e recursos sanitários, como tanques de água e sabonetes, para manter todas as atividades letivas e, principalmente, a matrícula dos alunos.

“Esta [suspensão] prejudica muito o futuro das crianças. Não podemos misturar este assunto com a política para não perturbar o seu futuro. Enquanto pai, estou muito insatisfeito, pois, em certos lugares, as pessoas estão livres de regras, mas, nas escolas, que são locais essenciais, não”, referiu.

O representante considera ainda que existe injustiça na decisão do MEJD, pois o Governo orientou a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) para controlar só os estabelecimentos de ensino.

“A decisão do Executivo é injusta, pois deixa alguns locais livres do cumprimento das regras sanitárias da covid-19”, afirmou.

Já o Diretor da Educação do Município de Díli, Duarte Bragança, recordou que o MEJD tinha já anunciado que as atividades letivas seriam totalmente suspensas em todo o território nacional.“Suspendemos, como tal, todas as atividades letivas nas escolas de Díli. Vamos aguardar a decisão do MEJD e MS sobre quando serão retomadas”, concluiu.

Recorde-se que, em agosto de 2020, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para uma “catástrofe geracional” com o encerramento das escolas.

Apelando à retoma das atividades letivas, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, apelou à abertura das escolas e lembrou que mais de mil milhões de alunos ficaram sem acesso a educação e pelo menos 40 milhões perderam a pré-escola. (ono)

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