Empresários: Setor privado continua a ser vítima da Lei Tributária

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Díli- O empresário Marcelo Capela Lay considera que o setor privado é vítima da Lei Tributária de Timor-Leste devido ao facto de o pagamento de taxas para importação ser superior ao normal.

“Nós, os empresários, somos vítimas da Lei Tributária de Timor-Leste, pois, quando importamos os bens, quer através do porto quer das fronteiras terrestres, pagamos habitualmente taxas maiores do que aquilo que deveríamos”, afirmou o empresário, aos jornalistas, no sábado (14/12), no Porto de Díli.

Segundo Capela, esta situação deve-se ao facto de as más condições do serviço portuário obrigarem a prolongar os dias de estadia dos bens importados, o que faz disparar as taxas.

Marcelo espera, por isso, que o Governo possa melhorar a Lei Tributária para garantir o investimento do setor privado no país.

“Estamos muito preocupados e insatisfeitos com os serviços portuários timorenses”, lamentou.

O empresário recordou que os bens importados deveriam ser retirados no prazo de um dia após chegarem ao país. Insistiu, no entanto, que as condições do porto atrasam o levantamento dos contentores nestes locais, o que influencia o valor das taxas.

Também o economista Manuel Sarmento Belo disse que, apesar de o Governo dispor da Lei de Investimento, o setor privado continua a ser vítima. Solicitou, como tal, ao Governo que tomasse atenção a este problema.

Manuel Sarmento Belo recomendou ainda que, em 2020, os empresários e o Governo se reúnam para que seja melhorada a economia do país e definidos os direitos dos investidores. (mj2)