Embaixador sul-coreano: Trabalhadores ilegais dão má reputação a Timor-Leste

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DÍLI – O Embaixador sul-coreano em Timor-Leste, Kim Jeong Ho, disse que o grande número de trabalhadores timorenses que se encontra ilegalmente na Coreia do Sul poderá dar uma má reputação a Timor-Leste.

“Podemos reduzir os trabalhadores que estão atualmente em situação de ilegalidade”, afirmou Kim Jeong Ho, aos jornalistas, esta quinta-feira (04/03), após o encontro com o Secretário de Estado para a Formação Profissional e Emprego (SEFOPE), em Caicoli.

O diplomata sublinhou também que o Estado sul-coreano pretende reduzir o número de trabalhadores provenientes de países cuja situação laboral está ainda por regularizar.

O Secretário de Estado para Formação Profissional e Emprego, Alarico do Rosário, disse, por seu turno, que nos contratos estabelecidos com os trabalhadores timorenses vêm expressa a proibição de exercerem qualquer atividade laboral de forma ilegal.

“O Governo timorense providenciou o envio de trabalhadores para a Coreia do Sul para não trabalharem de forma ilegal. Ao estarem lá e decidirem trabalhar de forma ilegal, estão a agir fora da lei, prejudicando-se a si próprios”, referiu.

Alarico do Rosário lembrou ainda que o Estado sul-coreano deportou já trabalhadores ilegais, não os deixando manter o seu trabalho, por considerar que estes poderão afetar a diplomacia entre os dois países.

O governante afirmou ainda que a SEFOPE envia anualmente cerca de dois mil trabalhadores para a Coreia do Sul, sublinhando, no entanto, que, caso venha a registar-se um elevado número de situações de irregularidade, o Governo está disposto a reduzir o número de beneficiários.

Alarico do Rosário acrescentou, por último, que dos mais de 400 trabalhadores ilegais na Coreia do Sul, 61 foram já repatriados para Timor-Leste. (jho)

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