Educação é um desafio para adesão de TL à ASEAN

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DÍLI – O economista timorense Abel Ximenes disse que o setor da educação será um grande desafio para a adesão de Timor-Leste (TL) à Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN, inglês).

Abel Ximenes referiu ainda que, se TL pretender aderir à ASEAN, deverá em primeiro lugar questionar-se sobre o nível e a qualidade do setor educativo, dos docentes e do currículo, comparando-os com as demais nações da ASEAN e a vizinha Austrália.

“A meu ver, isto [educação] constitui o maior desafio [na adesão à ASEAN]”, disse Abel, esta quarta-feira (11/12), no campus do IOB (Institute of Business), no Fomento, Díli.

O ex-vice-ministro da Educação afirmou ainda que TL deveria reconhecer a necessidade de fazer evoluir o setor educativo, uma vez que, em termos comparativos com o dos países vizinhos, continua na cauda das preferências.

“Comparando com as nações vizinhas, a nossa educação é muito fraca. Sugiro, por isso, que todas as entidades, inclusive o Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) e o Ministério do Ensino Superior se esforcem de modo a melhorar a qualidade do nosso ensino”, sublinhou.

Segundo o ex-membro do Governo, a alocação do orçamento do Estado de TL para a educação tem sido uma das mais pequenas no mundo.

“A educação desempenha um importantíssimo papel, pois consta das prioridades do Plano Estratégico Nacional. Apesar disso, a nossa alocação de fundos é bastante reduzida, ou seja, não é prioritária”, lamentou.

O economista sugeriu também que TL melhorasse a qualidade do ensino no futuro, cabendo aos políticos e ao Governo atribuir mais verbas na sua orçamentação, visto que, segundo Abel, “só uma boa educação é que poderá permitir a entrada dos timorenses no mercado de trabalho”.

“Temos de fazer correções no futuro. Mas depende da vontade dos políticos e do Governo fazer subir o valor do orçamento afeto à educação. Sugiro, pois, que o aumento seja feito faseadamente, de 8 a 13%”, disse.

Abel reconheceu, contudo, alguns progressos e deu como exemplo os resultados obtidos pela equipa nacional de futebol de Timor-Leste.

“Há dez anos a nossa equipa foi derrotada por 10-0 e, recentemente, por apenas 6-0. Isto significa uma melhoria. As outras nações têm escolas de futebol, enquanto nós não temos”, lembrou.

Para o economista, o foco principal da educação não é apenas o envolvimento dos timorenses nas competições, nacionais ou internacionais, mas também a preparação adequada dos cidadãos e atenção especial com vista à aquisição de competências. (ono)

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