Economistas pedem cooperação entre Governo e setor privado para estabilizar economia

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DÍLI – Os economistas timorenses pedem ao Governo que mantenha o apoio ao setor privado para garantir a estabilidade da economia do país e o rendimento das famílias durante as crises política e sanitária.

O economista Manuel Tilman pediu ao Governo e ao setor empresarial que cooperassem para recuperar o tecido económico do país.

“Não podemos dificultar a situação que o país está a atravessar. [O Executivo e os empresários] precisam de se apoiar mutuamente”, afirmou Manuel Tilman, em declarações aos jornalistas, na passada sexta-feira (20/06).

Segundo Tilman, o Executivo deve continuar a apostar na política já definida para impulsionar o desenvolvimento da economia de Timor-Leste.

“O setor privado precisa do apoio incondicional do setor público enquanto durar o estado de emergência. É fundamental que se garanta a estabilidade económica interna”, disse.

Também o Presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Timor-Leste (CCI-TL), Óscar Lima, defendeu a necessidade de as empresas receberem apoio por parte do Executivo, visto que inúmeros timorenses se encontram atualmente a trabalhar no setor privado.

“Pode considerar-se que estamos, hoje, a enfrentar uma situação particularmente difícil, assistindo a uma quase estagnação da atividade económica. Precisamos, por isso, de um apoio mútuo. Peço ainda ao Governo, enquanto parceiro do tecido empresarial, que dê prioridade à questão, garantindo, a retoma da economia”, pediu.

Óscar Lima sublinhou ainda que, graças às medidas socioeconómicas implementadas pelo Governo, as empresas vão sair beneficiadas com vários incentivos para fazer face às dificuldades surgidas durante a crise sanitária.

O Diretor-Executivo do Serviço de Registo e Verificação Empresarial (SERVE), Florêncio Sanches, disse, por sua vez, que é preciso, sobretudo em tempo de crise, garantir o crescimento do setor privado para fazer aumentar o rendimento das famílias, por meio da contratação de trabalhadores timorenses.

O Presidente do Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL), Brígido de Sousa, referiu também que a instituição bancária mantém o apoio ao setor privado durante o estado de emergência na luta contra a covid-19.

“Sabemos que é um banco do Estado. Precisamos, como tal, de apoiar as empresas, através da concessão de crédito. O importante é dar um novo impulso ao tecido empresarial”, concluiu. (jxy)

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