Economistas pedem a Governo levantamento do OGE 2021

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DÍLI – Economistas timorenses pedem ao Governo que efetue o levantamento do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2021 para impedir que o Estado entre em incumprimento já a partir do início de abril.

Segundo o economista Adolmando Amaral, as atividades do setor privado estão atualmente paradas, situação motivada pelo facto de não se efetuar o pagamento dos impostos ao Estado, pelo aumento do desemprego e falta de circulação de verbas.  Estes fatores têm contribuído para a contração da economia do país.

O economista referiu também que o Governo está, neste momento, a recorrer ao orçamento proveniente das receitas domésticas para que a máquina do Estado continue a funcionar ao longo do primeiro trimestre.

“A economia cairá, nos próximos um ou dois meses, o que significa que entraremos na categoria de país falhado”, disse Adolmando Amaral ao Timor Post, esta quarta-feira (10/03), via telefone.

Para o economista, o levantamento do OGE de 2021 visa sustentar a máquina do Estado e desenvolver o país, dado que o orçamento das receitas é escasso para fazer face aos desafios que constam do programa do atual Executivo.

“As receitas domésticas não cobrem todas as atividades no país e não são suficientes para responder ao programa do oitavo Governo apresentado no Parlamento Nacional”, salientou.

Já o economista José Belo afirmou que o Governo não resolveu alguns problemas, entre os quais a falta de pagamento às empresas distribuidoras da Cesta Básica. Este incumprimento, segundo o economista, deve-se ao facto de o orçamento proveniente das receitas domésticas ser muito limitado para cobrir todas as despesas do ano.

José Belo sublinhou ainda que, de acordo com o calendário do OGE para 2021, o mês de março está reservado para o arranque da execução. Não existe, contudo, qualquer informação acerca da implementação do dito orçamento em cada ministério.

“O Parlamento Nacional convida, este mês, cada ministério a apresentar o plano de execução do seu orçamento. A sociedade civil pode, então, acompanhar para avaliar a atuação de cada ministério”, concluiu. (ven)