Economista: Três prioridades para aumento da produção local

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DÍLI- O economista timorense João Saldanha sugere que, no âmbito da crise provocada pela covid-19 e necessidade do aumento da produção nacional, o Governo dê prioridade a três aspetos.

“Com o Fundo Petrolífero e no âmbito da crise originada pela covid-19, devemos ter três prioridades. Precisamos de nos focar na produção local, distribuição local e conhecimento local. É preciso alocar verbas para estas três áreas”, disse, esta segunda-feira (19/10), no seu local de trabalho, em Becora.

Segundo João Saldanha, o aumento da produção nacional implica melhorar as infraestruturas, nomeadamente as estradas, para escoar os produtos no país.

“Às vezes, o arroz de Watulari não pode ser transportado e vendido em Lore, porque a estrada está em más condições e não pode ser levado de Maliana para Zumalai porque não há vias”, recordou.

O economista salientou ainda que, muitas vezes, o Executivo compra os produtos locais, mas armazena-os e não os distribui, fazendo com que se estraguem.

“O Governo compra e depois vende, mas os produtos ficam estragados e o Governo não atinge os objetivos”, afirmou, pedindo também ao Executivo que envolva o setor privado, nomeadamente na distribuição.

De acordo com João Saldanha, Timor-Leste tem 75 mil hectares de várzeas, mas só 22 mil hectares são aproveitados, sendo, por isso, necessário cultivar os arrozais abandonados.

“Precisamos também de aumentar a produtividade através de uma agricultura mais intensiva”, referiu.

 O economista acrescentou, por último, que o Governo tem de prestar atenção à irrigação e capacitação dos agricultores e injetar capital no Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL) para que conceda crédito a baixos juros. (jho)

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