EBF de Camea ameaçada pela ribeira

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Díli- A Escola do Ensino Básico Filial (EBF) de Camea Rai Hun encontra-se ameaçada pela ribeira devido às fortes chuvas que caíram nos últimos tempos e danificaram parte da estrutura do estabelecimento.

Agostinha Freitas, coordenadora do estabelecimento de ensino, pediu ao Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) que fosse construída uma nova ponte na medida em que a escola se encontra ameaçada.

De acordo com a observação do Timor Post, o edifício escolar fica apenas a um metro de distância da ribeira, além da ponte atual estar em mau estado. Este cenário coloca em perigo toda a estrutura do edifício da EBF de Camea.

“A nossa ponte, que agora se encontra degradada, foi reabilitada pelas forças americanas em 2012. Presentemente, o ferro começou a ceder, ganhando ferrugem. O próprio cimento começa a dar sinais de ruir, o que põe em risco a comunidade escolar”, referiu.

A coordenadora garantiu, entretanto, que a escola está à procura de novas alternativas para garantir a proteção da ponte, evitando, deste modo, que os seus pilares possam cair. Caso a ponte ceda, o nosso recinto escolar sofrerá as consequências.

“Apresentámos a proposta ao ministério para que possa responder com prontidão a esta situação. Caso não sejamos atendidos a tempo, poderá ser grande o impacto, obrigando a despender mais verbas”, afirmou ao Timor Post, na quinta-feira (06/02), no local de trabalho.

A responsável recorda que a proposta foi apresentada no mês passado devido às fortes chuvas que se fizeram sentir nos últimos tempos.

Segundo a coordenadora, caso não se avance com medidas de prevenção contra o mau tempo, os estragos da ponte localizada muito próxima da escola poderão ser maiores.

“Se não tomarmos medidas efetivas que garantam a prevenção, as águas da ribeira acabarão por transbordar e invadir as nossas instalações. Precisamos, por isso, de reabilitar a ponte”, referiu.

Agostinha Freitas lembrou ainda que a direção da escola já tinha informado as autoridades locais sobre o assunto para então se poder responder ao problema que tem vindo a afetar o estabelecimento de ensino.

“Se não obtivermos uma resposta rápida, a escola sofrerá consequências nefastas”, disse.

A coordenadora mostrou-se ainda preocupada com a possibilidade de vir novamente mau tempo, condicionando as atividades letivas de toda a comunidade escolar.

“Temos receio que venham outra vez chuvas fortes, que acabarão por provocar um aluimento de terras e farão com que a água da ribeira transborde e atinja a nossa escola”, concluiu. (ono)