Dois timorenses enterrados na Indonésia devido a restrições causadas por covid-19

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DÍLI- Durante o período do estado de emergência (EE), dos 11 pacientes de nacionalidade timorense que receberam tratamento hospitalar no estrangeiro, após recomendações do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), nove recuperaram, enquanto os outros dois viriam a falecer. Os corpos não puderam ser transladados para Timor-Leste, pelo que foram enterrados em Jacarta, na Indonésia.

Segundo o Diretor Nacional de Serviço do Apoio Hospitalar e Emergência, Nílton da Silva do Carmo, durante o EE, o centro hospitalar tinha recomendado a transferência de quatro pacientes para a Malásia e sete para a Indonésia.

“Entre os 11 doentes recomendados para efetuarem tratamentos médicos lá fora, dois acabaram por não se salvar, vindo a morrer. Infelizmente, os corpos não puderam ser transladados para Timor por causa da covid-19 e do bloqueio imposto pelas autoridades indonésias. Em consequência disto, os cadáveres foram enterrados em Jacarta, na Indonésia”, disse ao jornalista, esta terça-feira (29/09), via telefone.

O dirigente salientou ainda que os doentes que receberam cuidados médicos no exterior sofriam de problemas cardiovasculares e oncológicos.

“Os médicos especialistas do hospital diagnosticaram na grande parte dos pacientes diversos problemas oncológicos”, referiu.

Segundo o diretor, os doentes transferidos para um centro hospitalar da Malásia devem cumprir a quarentena, ao contrário dos pacientes hospitalizados na Indonésia, que não foram obrigados a cumprir o confinamento obrigatório.

“Estabelecemos vários contratos com centros hospitalares no estrangeiro, principalmente o Hospital Sangra Bali, Hospital Siloam Surabaya, Hospital Siloam Denpassar e o Hospital Siloam Jacarta”, lembrou.

Nílton explicou de igual modo que o HNGV possui atualmente novas listas com o nome de pacientes que serão transferidos para o exterior a fim de receberem tratamento médico, um processo ainda em curso.

“No âmbito da covid-19, houve várias alterações no processo que envolve a transferência de pacientes. Antes, a recomendação era feita de forma direta, mas, neste momento, o processo é moroso, pois, primeiro, a equipa médica deverá aceitar o pedido e, depois, o hospital envia o processo para o Ministério dos Negócios Estrangeiros. Este, finalmente, remete os documentos relevantes para as suas embaixadas para poderem confirmar com os serviços de migração a resposta”, concluiu. (res)

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