Distribuição da Cesta Básica mantém-se preocupação

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Díli – Os representantes do povo no Parlamento Nacional continuam preocupados com a Cesta Básica, pois, segundo informações vindas ao público, o valor dos bens alimentares que fazem parte das cestas não corresponde aos 25 dólares americanos definidos no programa.

A deputada da Frente Mudança Isabel Maria Ximenes afirmou que a distribuição da Cesta Básica no terreno se mantém uma preocupação.

“Em relação à Cesta Básica, houve várias queixas de que os alimentos estão estragados, sobretudo o arroz”, afirmou a parlamentar, na sessão plenária desta terça-feira (15/12), no Parlamento Nacional.

Já o deputado do partido Kmanek Haburas Unidade Timoroan (KHUNTO) Luís Roberto pediu ao Governo que verificasse e controlasse a qualidade e quantidade dos artigos alimentícios a serem distribuídos.

“Os chefes do Suco de Sarlau e de Ilalai do Município de Lautém relataram que, de acordo com a sua estimativa, o valor total dos bens de primeira necessidade que fazem parte da Cesta Básica varia apenas entre os 10 e 15 dólares. Apelo, como tal, ao Executivo que averigue o assunto. Dizemos que a Cesta Básica tem um valor de 25 dólares, mas, na prática, o custo é outro”, afirmou.

Luís Roberto insistiu na importância de que o Governo faça o controlo da distribuição das cestas, sobretudo da qualidade dos bens alimentares. Caso contrário, segundo o deputado, Timor-Leste “pode estar a promover a má nutrição ao invés de a combater”.

Na mesma linha, o parlamentar do Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) José Virgílio Ferreira disse que os bens distribuídos em Atabae, no município de Bobonaro, não estavam de acordo com as listas.

“Não podemos fazer isto. Se quiserem distribuir as cestas, devem ser justos. Seria melhor atribuirmos só o dinheiro”, defendeu.

O deputado solicitou, como tal, à Comissão Anti-Corrupção (CAC), à Provedoria dos Direitos Humanos e Justiça (PDHJ) e ao Ministério Público que investigassem profundamente a implementação do programa.

“Os alimentos que estão nas cestas não vão ao encontro das listas, embora tivéssemos aprovado os 25 dólares por cada indivíduo. É responsabilidade do Governo. Se quiserem distribuir dinheiro, não podem enganar o povo com a cesta vazia. Nem todos os bens estavam lá”, referiu.

Respondendo à questão, o Secretário de Estado para a Comunicação Social (SECOMS), Merício Juvinal dos Reis ‘Akara’, garantiu que o Governo está a envidar todos os esforços para pôr fim às dificuldades no terreno.

“Os ministérios relevantes estão a tratar do assunto a nível operacional, enquanto a nível político está tudo bem. O Executivo está comprometido em continuar a prestar atenção a todos os cidadãos”, concluiu. (jry)

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