Diretor de Escola Sacrojes defende detenção de alunos que faltam às aulas e “se passeiam à beira-mar”

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DÍLI- O Diretor da Escola Sagrado Coração de Jesus (Sacrojes), em Becora, o padre Domingos Godinho, pediu, esta quarta-feira (14/10), à Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) que detivesse os estudantes com uniforme escolar que faltam e “se passeiam à beira-mar”.

“Já cooperámos com as autoridades de segurança para que, juntos, possamos educar os nossos filhos ou alunos, porque estes se andam a passear com fardas das escolas. A polícia deve tratar desta questão. Sei que cada escola tem o seu próprio regulamento. É melhor serem detidos”, afirmou o responsável à margem da reunião com a PNTL, em Caicoli, Díli.

Segundo o diretor da escola, caso a PNTL proceda à detenção destes alunos que passeiam em horário escolar, é conveniente que estes sejam entregues às escolas para que possam chamar os seus familiares.

O sacerdote acrescentou que alguns estudantes desrespeitam o regulamento dos estabelecimentos escolares e, em vez de estarem nas aulas, “aproveitam para consumir álcool ou namorar, o que destrói o nome de escola”.

“Ainda não recebemos nenhuma queixa dos pais, ao contrário de outras escolas, que não posso nomear”, disse.

Também o Diretor da Escola Nobel da Paz de Díli, Pedro Menezes, afirmou que a sua escola coopera com a PNTL para controlar os alunos que deviam estar nas aulas.

“Defendo, contudo, que se os alunos já saíram das aulas e pela porta da escola, esta já não tem mais responsabilidade. Caso estejam em aulas na escola, a responsabilidade é dos professores”, afirmou, prometendo que este estabelecimento de ensino garante total cooperação com as autoridades de segurança para que detenham os estudantes e sejam sancionados.

O diretor adiantou ainda que já foi criado um regulamento que impede os estudantes de levarem o casaco e a pasta para a escola de modo a que não escondam armas brancas e se evitem crimes.

“A escola já proibiu e foi já apresentada queixa à Polícia Científica de Investigação Criminal (PCIC), que foi reencaminhada para o Ministério Público. Isto não aceito. A escola pede que não tragam casacos e pastas, porque as meninas poderão trocar de roupa para irem a outros sítios e eles poderão esconder armas brancas”, sublinhou.

O diretor afirmou também que, apesar de os encarregados de educação não aceitarem o regulamento da escola, está “pronto para defender estas regras”. (isa)

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