Dezasseis sucos de Ermera sem acesso a eletricidade

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DÍLI – O Ministro das Obras Públicas, Salvador Pires, disse que o ministério já tinha recebido a informação da falta de acesso a eletricidade em 16 sucos do Município de Ermera e que o Governo efetuará, após o término do estado de emergência, a verificação desta situação.

“Apesar de termos já recebido a informação de que 16 sucos de Ermera estão sem acesso a eletricidade, não podemos fazer nada por estarmos no estado de emergência decorrente da luta contra a covid-19. Esperamos que tudo regresse à normalidade para que possamos trabalhar”, afirmou Salvador Pires, em declarações aos jornalistas, na segunda-feira (11/05), no local de trabalho.

Também o Presidente da Autoridade Municipal de Ermera, José Soares, confirmou que entre os 52 sucos do município, cerca de 31% não têm até ao momento rede elétrica. Pediu, por isso, ao Governo que desse atenção à situação, evitando, desta forma, desigualdades sociais.

José Soares lembrou ainda que o facto de as pessoas continuarem sem acesso a eletricidade se deve a impedimentos por parte dos veteranos e empresas e de o próprio Executivo não procurar soluções para o problema.

O responsável sublinhou, de igual modo, que cabe ao Executivo responder às necessidades dos seus cidadãos, pois este problema não está a cargo das autoridades municipais.

Para José Soares, caso o Governo pensasse no interesse nacional, todos os cidadãos já teriam acesso a energia elétrica. Disse igualmente ter insistido junto do Executivo que se reunisse com “as pessoas que se digladiam por projetos” para tomarem decisões. Caso contrário, a população continua a ser vítima.

O chefe de suco em exercício de Obulo do Município de Ermera, Fernando Magno, afirmou também que, além de não terem eletricidade, as populações enfrentam outras dificuldades, como a falta de água e de estradas, o que prejudica as suas atividades quotidianas.

“De acordo com as nossas observações, foram os veteranos que andaram a digladiar-se por projetos, o que transformou a população em vítima”, disse o líder comunitário.

O deputado do Partido Democrático (PD) António da Conceição lembrou, por sua vez, que o país se tornou independente há cerca de 18 anos e que a população nas zonas remotas queria “sentir a independência”. Sugeriu, por isso, ao Governo que respondesse a todas as necessidades primárias dos cidadãos. (jxy)