Deputados preocupados com produtos da cesta básica

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DILI-Os grupos parlamentares Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN), Kmanek Haburas Unidade Nasionál Timoroan (KHUNTO) e Congresso Nacional de Reconstrução de Timor (CNRT) mostram-se preocupados com os produtos da cesta básica distribuídos pelas empresas, visto que alguns se encontram fora do prazo de validade.

“De visita a um sítio, um cidadão veio em minha direção e disse-me ‘Vocês [os deputados] são representantes do povo, estão cá hoje connosco e veem com os vossos próprios olhos. Não fiquem em silêncio! Digam ao Governo que nós [o povo] temos também dignidade. Não nos distribuam produtos já estragados. Deviam ter trazido os nutritivos. Talvez nos pretenda matar aos poucos’”, afirmou o deputado do KHUNTO António Verdial, durante a sua intervenção, no plenário.

“As medidas de implementação política não podem estar envolvidas num sistema burocrático de modo a que não tenham implicações para o progresso do país”, disse, insistindo ainda que o Executivo reforçasse o controlo das empresas contratadas, contribuindo, desta forma, para a recuperação económica.

Fez igualmente um pedido à Provedoria dos Direitos Humanos e Justiça (PDHJ) e à Comissão Anti-Corrupção (CAC) que cooperassem de modo a combater os crimes e garantir o acesso a justiça a todos os cidadãos.

Na mesma linha, o deputado da FRETILIN David Dias Ximenes ‘Mandati’ reconheceu que existem constrangimentos durante a distribuição da cesta básica devido à qualidade dos produtos, pelo que pediu ao Governo que pusesse termo ao problema em causa.

Também Virgínia Belo, deputada do CNRT, defendeu as declarações dos parlamentares, pois muitos produtos não são nutritivos.

“A meu ver, o Executivo deve dar prioridade ao assunto em causa de modo a que não sacrifique o nosso povo”, recomendou.

Em resposta às preocupações manifestadas pelos deputados, o Ministro dos Assuntos Parlamentares e Comunicação Social, Francisco Jerónimo, disse reconhecer as questões em causa, acrescentando que cabe às empresas fornecedoras dar resposta, pois a CAC, PDHJ e outras entidades relevantes do Estado acompanham apenas a entrega dos produtos.

O governante agradeceu, contudo, as preocupações, pedindo a todos que apontassem as falhas do Governo de modo a que possa corrigi-las. (jry)

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