Deputados preocupados com controlo nas fronteiras

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DÍLI – Os parlamentares manifestam-se preocupados com as entradas e saídas ilegais de cidadãos nas fronteiras terrestres entre Timor-Leste e a Indonésia no período do estado de emergência.

“Segundo as informações obtidas, relacionadas com a segurança pública, as autoridades policiais detiveram cidadãos que entraram ilegalmente nas fronteiras terrestres, em alguns distritos. Isso significa que a nossa capacidade de controlo nestas áreas é frágil”, disse o deputado da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente (FRETILIN) Joaquim dos Santos, no passado sábado (03/10), no seu discurso da aprovação da VI fase do estado de emergência, no plenário.

O parlamentar questionou ainda a mobilidade das forças de segurança nos municípios no que toca ao reforço das operações de vigilância nas áreas fronteiriças.

“Caso adotemos o sistema rotativo entre os polícias para garantir o reforço das fronteiras, acho que as pessoas não as conseguirão transpor por ser um perigo”, afirmou.

Também o chefe da bancada do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), Duarte Nunes, defende a aplicação de uma sanção rigorosa para os grupos de artes marciais que alegadamente entraram e saíram de forma ilegal de Timor-Leste.

“A meu ver, a situação dos grupos de artes marciais é um caso especial. Deslocaram-se à Indonésia por iniciativa sua e interesse próprio, sem nenhuma necessidade. O Estado deve, por isso, aplicar-lhes sanções rigorosas para se pôr termo ao caos”, sugeriu.

O deputado considerou ainda de extrema gravidade o facto de terem sido detidas pessoas já a viver com os seus familiares, após terem entrado ilegalmente no país.

“O maior perigo reside naqueles que vieram para junto dos seus parentes e só mais tarde é que os detivemos. Isto causa um grande transtorno, uma vez que pode originar uma transmissão comunitária, caso estejam infetados. As autoridades locais devem, como tal, cooperar com os polícias a fim de garantir a segurança pública”, disse.

A deputada do CNRT Fernanda Lay manifestou de igual modo a sua preocupação com a questão da segurança nas fronteiras, porque, segundo a parlamentar, alguns foram transportados para junto dos seus familiares.

Em resposta às preocupações dos deputados, o segundo Vice-Presidente do Parlamento Nacional, Luís Norberto, disse que o número de elementos das F-FDTL e da PNTL destacados nas fronteiras é suficiente para garantir o controlo.

“No meu entender, os elementos colocados nas fronteiras são suficientes para garantirem o controlo. O importante é trabalharmos com coração e profissionalismo para a prevenção da doença, visto que é um vírus importado”, sublinhou, acrescentando a relevância de um trabalho imparcial entre autoridades locais, jovens e população a viver junto das áreas fronteiriças para o controlo e a prevenção da doença. (jry)