Deputados não efetuam fiscalizações, mas “piqueniques”

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DÍLI- O Diretor-Executivo da Associação HAK, Sisto dos Santos, disse que as fiscalizações feitas pelos deputados são consideradas atividades de “piquenique”, pois estas, durante 15 anos, se têm afastado daquilo para que foram pensadas.

Sisto destacou ainda que a fiscalização significa monitorização e este princípio deve ser executado com qualidade com o intuito de assegurar a execução do Orçamento Geral do Estado (OGE) aprovado pelo Parlamento Nacional (PN).

O diretor deu como exemplo de “piquenique” a visita há uns dias de um deputado a um armazém para verificar o arroz.

“Estes deputados deviam ter vergonha perante o povo e a nação, pois o arroz ali armazenado é importado do Vietname e não é produto local, resultado da execução do OGE. Por que não dão importância ao setor agrícola e à reparação dos sistemas de irrigação dos agricultores para que esses possam produzir arroz local?”, questionou Sisto, no passado sábado (23/01), aos jornalistas, no seu local de trabalho, no Farol, Díli.

Sisto nota que muitos parlamentares não compreendem a fiscalização, o que constitui um “desastre” para o país.

“Os partidos políticos, em especial os seus líderes, não possuem capacidade de formar politicamente. Um líder deve ter capacidade de liderança e gestão dos recursos do Estado de modo a libertar o povo da pobreza. Os líderes que não são ‘líderes’ são ‘retroescavadoras’ [máquinas usadas para qualquer trabalho pesado]”, sublinhou.

Já Manuel da Costa, um aluno da Universidade da Paz (UNPAZ), disse que os deputados, até à data, ainda não representam o povo de forma adequada.

“A maioria dos nossos deputados dá mais atenção aos seus interesses partidários do que à sua representação do povo no Parlamento Nacional”, disse o estudante, no passado domingo (24/01), aos jornalistas, na sua residência, em Surikmas, Díli. (ven)

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