Daninha Coelho descarta desperdício da vacina AstraZeneca

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DÍLI (Timor Post) – A porta-voz da Comissão Interministerial para a Elaboração e Coordenação da Execução do Plano de Vacinação contra a covid-19, Daninha Coelho, garantiu que não serão desperdiçadas nenhuma vacina da AstraZeneca contra a covid-19 por estar próximo do fim da validade.

Segundo a responsável, a comissão envidará todos os esforços para que as metas do programa de vacinação sejam alcançadas.

“Vamos garantir que nenhuma vacina da AstraZeneca será desperdiçada”, disse Daninha Coelho ao Timor Post, na passada sexta-feira (24/09), via telefone.

A responsável lembrou ainda que a comissão e o Governo decidiram que os membros do Executivo vão apoiar o serviço do plano de vacinação nos municípios para motivarem a participação da comunidade no programa Vacinação Contra a covid-19.

Informou ainda que dos cidadãos com mais de 18 anos, cerca de 300 mil ainda não receberam a vacina, pelo que membros do Governo marcarão presença nos locais de vacinação  de forma a motivar a comunidade a tomar a vacina contra a covid-19.

Recorde-se que A Diretora-Geral da Prestação de Serviços de Saúde, Odete Viegas, disse que o Ministério da Saúde (MS) deverá recorrer a uma nova estratégia na implementação da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Covid-19 para acelerar a imunização e evitar qualquer desperdício de vacinas.

A declaração surge na sequência de uma notícia a anunciar a existência de cerca de 360 mil doses da vacina da AstraZeneca armazenadas no Serviço Autónomo de Medicamentos e Equipamentos de Saúde que expiram no próximo dia 31 de outubro.

“A situação preocupa o MS, porque a vacina poderá ser desperdiçada, caso não seja administrada antes do limite do seu prazo de validade. Estamos, como tal, a avaliar a implementação do programa junto dos diretores do Serviço de Saúde Municipal para solucionarmos o problema”, disse a diretora aos jornalistas, após a avaliação.

Segundo Odete Viegas, a avaliação tem como objetivo identificar os desafios na realização da Campanha Nacional da Vacinação Contra a Covid-19 e adotar novas medidas que possam assegurar o sucesso do programa.

“Há ainda algumas doses que terminam o seu prazo de validade muito em breve. Estamos, por isso, muito preocupados. Temos de recorrer a outras estratégias. Visitaremos a população porta a porta, por exemplo. Desta forma, poderemos administrar atempadamente as vacinas e evitar a sua destruição”, disse.

Em causa está o facto de os centros de vacinação instalados nas aldeias, sucos, postos e centros de saúde deixarem de funcionarem conforme o plano traçado pelo ministério.

“Temos de ir bater às portas da nossa população, porque as antigas estratégias não foram bem-sucedidas. Há pessoas, incluindo aquelas que têm doenças graves e complicadas, que não se querem deslocar aos centros de vacinação por terem medo da vacina. Devemos, então, ir ao seu encontro para as sensibilizar sobre a importância da imunização contra o vírus”, disse.

“Além disso, vamos realizar campanhas de sensibilização nas igrejas. Depois da missa, todas as pessoas são obrigadas a participarem na sessão de partilha de informação sobre a vacinação contra a covid-19”, adiantou.

Também o Diretor-Executivo do Serviço de Saúde do Município de Ermera, António Fátima, referiu, que, apesar dos esforços, a grande parte da população da zona teima em não tomar a vacina por receio, acreditando em notícias falsas em detrimento das que foram emitidas pelo Governo.

“A campanha mantém-se. Contudo, a comunidade tem receio de ser vacinada devido às declarações de alguns políticos segundo às quais a covid-19 é uma mentira e a vacina pode causar mortes nas pessoas”, lamentou. (res)

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