CVTL pede dois milhões de dólares americanos a Governo para investir em áreas sociais

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DÍLI- A Cruz Vermelha de Timor-Leste (CVTL) pediu ao Governo dois milhões de dólares americanos para investir em questões como o saneamento básico, habitação social e nutrição.

“Encontrei-me com a Vice-Primeira-Ministra e Ministra da Solidariedade Social e Inclusão para uma segunda abordagem às questões sociais, nomeadamente assuntos humanitários. A Cruz Vermelha pretende canalizar água, realizar o saneamento e reconstruir as casas para famílias carenciadas”, disse a Presidente da CVTL, Madalena Hanjam, em Caicoli, Díli.

A dirigente recordou ainda que, durante cinco anos, já 120 projetos foram concluídos com êxito.

“Ainda temos muitas propostas de população de áreas mais remotas e, por isso, a Cruz Vermelha pediu ao Governo dois milhões de dólares americanos. Caso aloquem estas verbas à Cruz Vermelha, as atividades poderão ser realizadas em todo o território, sobretudo a canalização, a reconstrução de casas de banho e saneamento, o programa de nutrição e a criação de animais”, sublinhou.

Madalena Hanjam lembrou ainda que a proposta foi antes dirigida à Vice-Primeira-Ministra, pedindo, por isso, a esta governante que a apresentasse em Conselho de Ministros.

“Só temos orçamento vindo dos doadores. No entanto, se houver possibilidade, o Governo alocará verbas a esta proposta para que possamos continuar a realizar estas atividades nas áreas remotas, sobretudo a canalização de água, saneamento básico e outros programas”, reafirmou.

A responsável afirmou que estes projetos já se realizaram em Ataúro, Ermera e outros municípios.

Madalena Hanjam destacou ainda que, além destas iniciativas, a CVTL pretende ver também a questão das doenças crónicas nas áreas mais distantes.

“Vimos também outras questões sociais em que a comunidade precisa de apoio, sobretudo as doenças crónicas, pois é muito difícil ter acesso a clínicas e hospitais. Estas pessoas precisam de muita assistência em casa e só uma equipa de profissionais pode fazer o trabalho”, disse, acrescentando ainda a necessidade de voluntários.

A responsável destacou ainda que a CVTL mantém o pedido de apoio dos países vizinhos para criar um hospital da Cruz Vermelha.

“Temos apenas um hospital, o Hospital Nacional Guido Valadares. Se a unidade hospitalar tiver dificuldades em receber muitas pessoas, a CVTL encara a possibilidade de criar o hospital da Cruz Vermelha. Deveremos, como tal, procurar meios, quer a nível internacional quer no nosso próprio país”, afirmou. (isa)

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