Crises política e sanitária condicionam economia de TL

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DÍLI – O empresário timorense Fernando Maia considera que a atividade económica se encontra, desde 2017, praticamente estagnada devido às crises política e sanitária.

“O desenvolvimento económico de Timor-Leste está em risco. O problema surgiu por causa do impasse político que o país tem vindo a enfrentar, agravando-se com a crise sanitária provocada pela covid-19”, afirmou Fernando Maia, em declarações aos jornalistas, na quarta-feira (17/06).

O empresário referiu ainda que o setor privado tem sido pouco dinâmico, o que afeta a criação de postos de trabalho e mantém elevada a taxa de desemprego.

Para o empresário, o Governo tem revelado pouca transparência, quer na questão da segurança interna quer na estabilidade política, fazendo com que os investidores não se sintam seguros ao contribuírem para o desenvolvimento do país.

Fernando Maia sublinhou, de igual modo, que o setor privado não tem possibilidade de colocar no mercado de trabalho todos os timorenses em idade ativa, visto que a maioria dos recém-licenciados não trabalha.

Também o Presidente da Câmara do Comércio e Indústria de Timor-Leste (CCI-TL), Óscar Lima, lembrou que a economia interna sofreu uma profunda queda devido ao impasse político, obrigando a que inúmeros investidores tivessem regressado aos seus países de origem.

“A meu ver, os líderes deverão procurar uma solução o mais breve possível para o impasse, garantindo, desta forma, a estabilidade do país e do rendimento das famílias. Assim, os investidores poderão também criar emprego que permita aos jovens ingressar no mercado de trabalho. Caso contrário, ninguém pretenderá investir”, referiu.

Também o deputado Domingos Lemos do partido Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) defendeu que as crises que o país tem vindo a atravessar condicionam em particular as atividades económicas.

“Diversas lojas estão fechadas. Inúmeros investidores regressaram ao seu país. Toda esta conjuntura contribui fortemente para a recessão económica”, disse.

Domingos Lemos apelou, por isso, ao Governo que pusesse termo à crise política, caso queira que o país retome a sua atividade económica. (jxy)

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