Crescimento económico timorense continua dependente do OGE

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Díli – O crescimento económico de Timor-Leste continua dependente do Orçamento Geral de Estado (OGE), defendeu o Ministro das Finanças, Rui Augusto Gomes.

 “A nossa economia nacional depende muito do apoio estatal”, admitiu o governante, durante a discussão do OGE de 2021, na passada quarta-feira (02/12), no Parlamento Nacional.

Rui Gomes referiu que, “apesar de se registarem vários progressos, existem ainda inúmeros constrangimentos culturais” que necessitam de ser resolvidos.

“A falta de investimento nos setores chave faz com que Timor-Leste viva somente do Fundo Petrolífero. O setor privado timorense é também, economicamente, muito débil, pois há muitos anos que não recebe um apoio adequado”, afirmou.

Segundo o ministro, a capacidade de mão de obra do país está ainda longe dos padrões da região asiática e “o peso do setor informal no Produto Interno Bruto é altíssimo, resultando num elevado número de jovens desempregados”.

“A combinação de todas estes fatores estruturais provoca uma quebra de rendimentos dos empresários timorenses, além de elevar o nível da pobreza no país. Esta questão não vai levar só um ou dois anos a ser resolvida”, alertou.

O ministro sublinhou igualmente a importância de um apoio significativo aos sistemas nacionais de saúde e de educação, reconhecendo ainda as dificuldades do povo em satisfazer as suas necessidades diárias.

“Como é sabido, a vida urbana é muito diferente da rural. As pessoas das aldeias ainda vivem de uma agricultura de subsistência. Algumas estão isoladas e outras com dificuldades em satisfazer as suas necessidades”, afirmou.

Porém, “este retrato”, de acordo com o líder, não constitui uma novidade para o Governo, pois já foram realizados muitos estudos por parte da comissão ligada ao Plano de Recuperação Económica.

Rui Gomes lembrou, de igual modo, que o país viveu, durante nove meses, num regime duodecimal, o que não beneficiou a economia timorense.

“A aprovação do OGE de 2020 é uma esperança para reforçar a economia do país, prevenindo-a de cair no abismo. Já o de 2021 permitirá retomar a taxa de crescimento económico”, concluiu. (kyt)

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