Covid-19 afeta rendimento da população

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Díli- O investigador da Organização Não Governamental Lao Hamutuk Celestino Gusmão mostrou-se na passada sexta-feira (03/04) preocupado com o facto de uma eventual disseminação da pandemia do novo coronavírus vir a afetar a economia de Timor-Leste.

“Preocupamo-nos com o impacto do Covid-19 e do impasse político na economia do país. Não há orçamento, pelo que a circulação de dinheiro é manifestamente insuficiente. A maioria da nossa economia é proveniente do Orçamento Geral do Estado, que é alocado anualmente”, afirmou na passada sexta-feira (03/04).

O dirigente recordou que, depois de Timor-Leste ter registado o primeiro caso positivo de Covid-19, o Estado decretou o Estado de emergência durante 30 dias em todo o território.

“O estado de emergência que surge na sequência do primeiro caso confirmado de Covid-19 vem afetar consideravelmente o rendimento da população, sobretudo os pequenos negócios”, disse.

Também o Presidente da Câmara, Comércio e Indústria de Timor-Leste (CCI-TL), Óscar Lima, disse que desde a crise política de 2017 que o setor económico do país tem sofrido inúmeros dissabores, levando múltiplas empresas a suspenderem a sua atividade por falta de rendimento.

Óscar Lima referiu ainda que o principal causador do cenário negro em que a economia do país vive se prende com a pandemia do novo coronavírus, sublinhando a dificuldade que os profissionais têm em identificar as pessoas com sintomas do Covid-19.

“Preocupamo-nos com o Covid-19, pois ainda não identificámos pessoas com esta doença, à exceção de um cidadão estrangeiro. Temos, pois, de nos unir para combater o vírus em Timor-Leste”, afirmou.

Segundo o presidente, o estado de emergência provocado pelo Covid-19 vai gerar um grande impacto no rendimento da população, em particular dos comerciantes.

“Os vendedores não conseguem vender as suas hortaliças e deixam-nas até apodrecer por falta de compradores. Depois do impasse político e agora da pandemia, o que mais poderá vir a acontecer?”, questionou.

O Timor Post pôde observar que, no mercado em frente da loja Lita Store, os vendedores são obrigados a deixar apodrecer a fruta e legumes por não haver clientes, consequência do estado de emergência que entrou em vigor a 28 de março. (jxy)