Coreia do Sul apoia SEPC com materiais de construção

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Timor-Leste East Timor and South Korea flags together textile cloth, fabric texture

Díli – A Embaixada da Coreia do Sul em Timor-Leste (TL) apoiou com materiais de construção a Secretaria de Estado da Proteção Civil (SEPC) para reconstrução das habitações das vítimas das cheias de março.

“Há dois tipos de apoio, o de emergência e o de recuperação. O de emergência, disponibilizado [pela Coreia do Sul], consiste em materiais de construção no valor de 50 mil dólares americanos”, afirmou Secretário de Estado da Proteção Civil, Alexandrino de Araújo, esta quarta-feira (06/05), em declarações aos jornalistas, no seu local de trabalho, em Caicoli, Díli.

O Secretário de Estado lembrou ainda que a SEPC tinha recebido também assistência das embaixadas da Austrália, Indonésia e Japão destinada a eventuais vítimas de desastres naturais.

“Os materiais mantêm-se armazenados, como medida de antecipação, pois ninguém consegue prever a ocorrência de desastres naturais. Analisamos ainda o apoio de emergência para as áreas rurais”, disse.

Questionado sobre os tipos de materiais concedidos e os dados dos beneficiários, o governante afirmou que não tinha informações detalhadas.

“Não tenho detalhes, mas os materiais de construção são cimento, zinco, ferro e pregos, entre outros. São mais de três mil beneficiários, mas ainda estamos a efetuar um levantamento de dados sobre os danos mais graves e ligeiros, antes de efetuarmos as construções”, explicou.

Já o Embaixador Sul-Coreano, Lee Chin Beom, recordou com tristeza a ocorrência das cheias que causaram vários estragos, tanto na capital como nos municípios, sublinhando ainda o impacto da covid-19 no país.

“Esta assistência é do Governo sul-coreano, destinada a ajudar o seu homólogo timorense para fazer frente às consequências dos desastres naturais”, disse o diplomata sul-coreano.

O Governo timorense obteve também apoio com artigos, como baldes, panelas, pratos e sabão, entre outros, do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA, em inglês).

Marcelino dos Santos, um morador da Aldeia Ramelau, do Suco de Manleuana, pediu, por seu turno, ao Governo, que acelerasse a assistência às vítimas naquele suco.

“Peço ao Governo que acelere a ajuda de materiais de construção para podermos reabilitar as nossas residências que sofreram danos no passado mês. Apesar de alguns dos habitantes terem recebido ajuda de emergência da SEPC, esta mostra-se insuficiente, visto que várias casas foram destruídas”, disse, no passado sábado (02/05), aos jornalistas do Timor Post.

Já Jacob Tilman Soares, o Chefe do Suco de Manleuana, reconheceu que o Governo não apoiou ainda com qualquer material de construção, acrescentando que 211 habitações foram danificadas nas aldeias de Mane Mesak, Badiak, Efaka, Ramelau e Manleuana-Lidun.

“Apesar de termos entregado os dados das vítimas, os habitantes ainda não receberam materiais de construção da parte do Estado”, concluiu o líder comunitário. (res/yto)

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