Comissão A questiona profissionalismo da PNTL e SICN no caso da estátua da Nossa Senhora

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DÍLI – O Parlamento Nacional questionou o profissionalismo da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e Serviço de Investigação Criminal Nacional (SICN) durante as diligências levadas a cabo e que levaram à destruição de uma estátua da Nossa Senhora, aparentemente sem nenhuma droga escondida no seu interior.

O Presidente da Comissão A, que trata dos Assuntos da Justiça e Constituição, o deputado Joaquim dos Santos, disse que cabe à PNTL e à SICN levarem por diante as investigações de forma a apurarem as circunstâncias que levaram à apreensão de uma estátua de Nossa Senhora por se suspeitar que continha no seu interior droga.

 “Precisamos de efetuar uma pesquisa rigorosa para que possam ser detetadas provas e não corrermos o risco de estar a falsear a verdade. Quando surgem indicações falsas, isto significa que o nosso sistema de segurança não funciona na sua perfeição, ao ponto de podermos causar prejuízos ao próprio Estado”, disse Joaquim dos Santos aos jornalistas, esta sexta-feira (22/01), no Parlamento Nacional.

O parlamentar afirmou ainda que este caso que envolve a apreensão da referida estátua deve servir de lição para todos os agentes que trabalham diretamente nos serviços de investigação. Em causa está a falta de clareza no apuramento dos factos, pelo que é necessário melhorar as instituições de segurança.

 “Esta situação é uma lição para todos nós. Na verdade, evidenciamos ainda fraquezas em relação ao serviço de segurança. Acho que precisamos de reforçar a capacitação dos nossos profissionais do serviço de inteligência. Dispomos de orçamento suficiente. Então por que motivo é que não podemos adquirir mais equipamentos para facilitar o seu trabalho”, referiu.

Na mesma linha, o chefe da bancada do partido União Democrática Timorense (UDT), o deputado Francisco David, defendeu maior profissionalismo por parte da PNTL relativamente a este caso.

 “Recomendo a todos os líderes da PNTL que mostrem mais profissionalismo durante a sua atuação. Acredito, no entanto, que os nossos profissionais de segurança possam corrigir e atuar em prol da defesa nacional. Os efetivos  pediram já desculpas à Igreja, uma vez que a esmagadora maioria da população é católica”, frisou.

O caso remonta a 02 de dezembro de 2020, quando um grupo de indivíduos terá alegadamente entrado na fronteira terrestre de Batugadé transportando consigo droga no interior de uma  estátua da Nossa Senhora. Mais tarde, a 5 de dezembro, uma equipa conjunta da PNTL, Polícia Militar (PM), Serviço Nacional de Inteligência (SNI) e o Departamento Antifraude acabaria por apreender a referida estátua. (azu)

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