CNE realiza seminário para apresentar resultados do estudo sobre participação eleitoral

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DÍLI- A Comissão Nacional de Eleições (CNE) efetuou, esta terça-feira (28/01), um seminário subordinado ao tema “Apreciação dos resultados da pesquisa eleitoral” junto de várias organizações não-governamentais, partidos políticos e algumas instituições públicas.

O Presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Alcino Baris, referiu a importância de os partidos políticos, sociedade civil e outras instituições de Estado ficarem a conhecer o estudo sobre a participação eleitoral, que a CNE iniciou em março e conduziu em todos os municípios durante sete meses.

“Hoje [28/01], a Comissão Nacional de Eleições divulga os resultados da pesquisa. Os participantes são dos partidos políticos e sociedade civil e outras entidades relevantes. Aproveitamos a oportunidade para estas pessoas contribuírem com as suas ideias construtivas para que possamos finalizar os resultados de pesquisa e fazer um lançamento em geral”, disse

Segundo Alcino Baris, a amostra envolve cerca de 10 mil indivíduos, a quem foram pedidas informações e opiniões relativamente a atos eleitorais.

“Este seminário tem como objetivo ver as lacunas que prejudicaram o trabalho da CNE e STAE [Secretariado Técnico de Administração Eleitoral] e a participação eleitoral. Por que alguns [eleitores] não participaram nas eleições? Estes resultados da pesquisa poderão ajudar-nos a levar a cabo uma educação cívica neste ano”, disse.

Alcino Baris afirmou que, com base nos resultados do estudo, a instituição deverá abrir um Centro de Formação de Desenvolvimento Democrático, que poderá garantir uma boa formação cívica a toda população “para que se possa sentir, como cidadão timorense, a obrigação de participar na vida política e a responsabilidade pelo desenvolvimento do país”.

O Presidente mostrou-se ainda preocupado com a atual conjuntura política e os novos sinais de campanha que começam a surgir por considerar que podem desencorajar a participação eleitoral.

“Segundo a nossa Constituição, a votação depende da consciência de cada pessoa e não é obrigatória. Temos receio, porque, neste momento, há já campanhas com várias músicas ligadas a votações anteriores. Os eleitores poderão considerar que os seus votos nos anos anteriores não tiveram valor e estas músicas poderão desanimar o público”, afirmou.

“Olhamos para estas preocupações e realizaremos mais formação cívica e pesquisa para motivar os eleitores. A comissão mantém-se em contacto com as bases, sobretudo a população e os governantes, para resolver estas questões”, concluiu. (isa)

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