CNCS quer promover uso de preservativo

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COVALIMA – A Comissão Nacional do Combate ao HIV-SIDA de Timor-Leste (CNCS-TL), pretende promover ações sobre a importância do uso do preservativo junto da população, com vista a reduzir a prevalência do vírus no país, disse o Secretário-Executivo desta instituição, Atanásio de Jesus.

“Apesar de várias tentativas para alterar o estilo de vida de cada indivíduo, não o conseguimos mudar. Para contrariar este cenário, promovemos ações de sensibilização junto da nossa comunidade sobre a importância do uso do preservativo de forma a reduzir comportamentos sexuais de risco”, afirmou Atanásio de Jesus aos jornalistas, na terça-feira (01/12), à margem da comemoração do Dia Mundial do Combate à SIDA, celebrado a 1.º de dezembro, em Salele.

“Falo nos métodos contracetivos no contexto educacional. Devemos informar e alertar o público para o risco que corre em não fazer uso do preservativo, esclarecendo-lhe todas as suas dúvidas. Apesar de nos termos esforçado durante os últimos cinco anos na luta contra a doença, a verdade é que os números nos mostram que o número de infetados  tem vindo a subir. Para travar este aumento, vamos então recorrer a novas estratégias, como a promoção de ações educativas”, acrescentou.

Segundo o responsável, o objetivo da medida não se limita somente a entregar preservativos à população, mas antes a “promover  práticas educativas para que os cidadãos possam conhecer esta forma de proteção”.

Na mesma linha, Maria Fátima, líder local de Maudemo, no Posto Administrativo de Salele, em Covalima, destacou a importância de serem promovidas estas ações junto da sua comunidade como medida de prevenção do VIH/SIDA.

“Este posto administrativo localiza-se junto à fronteira. Não sabemos quanto tempo os cidadãos do nosso país vizinho ficarão a gozar o seu período de férias neste local, pelo que, enquanto líder comunitária, avançarei com ações de sensibilização junto da população sobre este assunto”, referiu.

Maria Fátima sublinhou ainda que as autoridades locais as forças de segurança sobre o número total de visitantes.

“Temos acesso a informações quanto ao número de pessoas que entram junto à nossa fronteira. Acompanhamos diariamente as notícias quer da rádio quer da televisão. No entanto, a população que reside nas áreas rurais mais remotas não consegue aceder às informações, desconhecendo, desta forma, o perigo deste vírus”, salientou.

Fez, por isso, um apelo à CNCS-TL e ao Ministério da Saúde que levassem a cabo ações de divulgação de informação e sensibilização junto da comunidade, tanto nas cidades como nas áreas remotas. (res)

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