CNC inaugura memorial de vítimas de 7 de dezembro de 1975 no Porto de Díli

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Díli- O Centro Nacional Chega (CNC) procedeu à inauguração do memorial em homenagem a todos os que morreram a 7 de dezembro de 1975 no Porto de Díli, data que assinala a invasão de Timor-Leste pelos Indonésia.

O Diretor-Executivo do CNC, Hugo Maria Fernandes, disse que o memorial agora inaugurado constitui o testemunho da forma como os militares indonésios invadiram Timor-Leste em 1975 e assassinaram inúmeros civis timorenses, num cenário de violência que está registado no Centro Nacional Chega.

“A importância do memorial é dignificar, honrar e reconhecer as pessoas que morreram entre os dias 7 e 8 de dezembro de 1975”, afirmou aos jornalistas, na passada segunda-feira (07/12), no porto de Díli.

Segundo o diretor, no memorial estão gravados os nomes dos mártires que acabaram por falecer às mãos dos soldados indonésios junto ao Porto de Díli.

Segundo Hugo Fernandes, vários são os familiares das vítimas que ainda não fizeram chegar até ao CNC os nomes dos mártires, pelo que sugeriu que se deslocassem à instituição para procederem ao seu registo.

“Os nomes das pessoas que acabaram por morrer a 7 e 8 de dezembro de 1975 estão agora gravados neste memorial para que o público possa conhecer a identidade de cada um. Infelizmente, alguns não constam do memorial, pelo que faço um apelo aos familiares que os registem no Centro Nacional Chega”, adiantou.

“Temos espaço suficiente para registar todos os nomes dos mártires. É fundamental as pessoas conhecerem quem foram as vítimas de 1975. Têm de estar todos gravados de forma a perpetuar a sua memória”, referiu.

Hugo Fernandes afirmou ainda que a obra do memorial teve um custo de cerca de cinco mil dólares americanos e levada a cabo pela empresa timorense Morison Timor Oan Tito Belo e pelo técnico Abel Fernandes.

Já o Chefe de Estado-Maior General das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), o Major-General Lere Anan Timur, recordou os 45 anos, data que assinala a invasão das forças indonésias no porto, local que considera histórico.

“Este dia é importante para as novas gerações, principalmente para os novos líderes. A cerimónia serve para tocar o espírito de nacionalismo”, considerou. (ono)

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