CNC focado na preservação da memória, locais históricos e conteúdos curriculares

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DÍLI- O trabalho do Centro Nacional Chega (CNC) está focado na preservação da memória e dos locais históricos assim como na inclusão dos conteúdos dos relatórios do CNC nos planos curriculares de escolas e universidades.

O Diretor do CNC, Hugo Fernandes, recordou que, já em 2018, o centro adotou estas três prioridades definidas pelo Governo.

“Estas são as linhas gerais para o Centro Nacional Chega. São três orientações políticas do Governo: primeiro, preservar a memória e promover a reconciliação e paz em Timor-Leste e no mundo; segundo, estar atento aos lugares históricos; e, terceiro, assegurar que os conteúdos dos nossos relatórios possam chegar ao ensino, nas escolas ou universidades”, afirmou, esta sexta-feira (17/07), o Diretor do Centro Chega, Hugo Fernandes.

Segundo o responsável, para concretizar os seus planos, o centro trabalha em parceria com os líderes comunitários.

“Até ao fim do ano, conseguimos fazer o mapeamento dos lugares históricos em seis municípios. Procuramos preservar a memória das pessoas junto dos chefes de suco, sobretudo de oito sucos em Díli”, reafirmou.

Além das autoridades locais, o responsável referiu também a cooperação com os estabelecimentos de ensino e universidades de Díli para introduzir o programa “Hatutan memória” (Transmitir a memória), o que permitirá aos alunos partilharem com os seus pais a história em casa.

Ainda no âmbito do ensino, o CNC trabalha em parceria com o Ministério da Educação, Juventude e Desporto (MEJD) na elaboração de conteúdos curriculares ligados à história, cidadania e direitos humanos.

“Esperamos que o Ministro da Educação, Juventude e Desporto dê continuidade a este programa para que possamos dar resposta às orientações do Governo no que toca aos conteúdos ensinados nas escolas”, sublinhou.

O CNC trabalha também em parceria com o Ministério do Ensino Superior, Ciência e Cultura, desde 2018, na introdução de unidades curriculares ligadas à história e justiça em universidades timorenses.

Hugo Fernandes adiantou também que o centro tem oferecido bolsas de investigação a universitários timorenses que escrevem monografias sobre a história de Timor-Leste e a reconciliação e paz.

“Além da memória, em 2018, o Centro Nacional Chega também preserva o pensamento dos estadistas. Em 2018, demos apoio ao Padre Martinho Gusmão para compilar e publicar os pensamentos do saudoso Presidente Nicolau Lobato, livro lançado no Palácio Presidencial”, recordou.

Também Aniceto Neves, docente da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL), beneficiou de apoio do CNC para uma investigação sobre o Presidente Francisco Xavier do Amaral. Já o centro Knua Sahe está a elaborar um estudo sobre Vicente Reis.

“Esta preservação da memória permite ao Chega contribuir para um equilíbrio narrativo da história de Timor, que teve a contribuição de todos”, acrescentou.

De acordo com o dirigente, o CNC trabalhará igualmente com o Ministério da Solidariedade Social e Inclusão (MSSI), para, em caso de disponibilidade orçamental, apoiarem os sobreviventes de conflitos passados.

O Chega colabora também com o Ministério da Justiça, sobretudo a Direção do Registo Civil, para que seja atribuída a certidão da RDTL aos filhos de sobreviventes registados com “pai incógnito” e, assim, possam ter acesso a bolsas de estudo e outros apoios. (isa)

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