CLN adquire produtos locais para Cesta Básica

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Díli- O Centro Logístico Nacional, sob a tutela do Ministério do Turismo, Comércio e Indústria, está a trabalhar em estreita cooperação com o Ministério Coordenador dos Assuntos da Economia (MCAE) com o objetivo de adquirirem produtos locais destinados ao programa Cesta Básica,  medida esta que visa  atenuar  as dificuldades por que passa a população devido à crise sanitária provocada pela covid-19.

O Presidente do CLN, Augusto Júnior Trindade, disse que irá, em breve, discutir a questão da Cesta Básica com vista à recuperação da economia local.

“Estimamos que entre uma ou duas semanas possamos assistir a uma ligeira retoma da nossa economia. A discussão sobre a compra de produtos locais arrancará muito em breve”, afirmou Augusto Trindade, em declarações ao jornalista do Timor Post, na passada quinta-feira (24/09), no Timor Plaza.

“De que forma é que poderemos absorver os produtos locais? Entre o lote de produtos locais, estão na primeira fileira o milho, feijão mungo, soja e o amendoim”, disse.

O responsável lembrou, entretanto, que as verbas alocadas para a recuperação da economia foram aprovadas em Conselho de Ministros, pelo que aguarda a aprovação final para avançar com a aquisição dos produtos locais.

Augusto Júnior garantiu ainda que, embora o armazém do CLN contenha toneladas de arroz, o centro está, neste momento, a proceder à identificação de locais onde são cultivados diferentes produtos locais para então os poder adquirir.

Segundo o presidente, o CLN tem comprado arroz com casca à população, estimando-se que tenha atingido as 800 toneladas.

“Estamos, presentemente, a comprar arroz à população e a efetuar o seu processo de moagem. A nossa estimativa é de que possamos alcançar 600 a 800 toneladas deste produto”, referiu.

O presidente afirmou também que o arroz com casca é comprado em diversas regiões do território, com destaque para Vemasse, no Município de Baucau, Maliana, em Bobonaro, Oe-baba, em Covalima, Hatulia, em Ermera e Guiço, em Liquiçá.

De acordo com Augusto Júnior, ainda que exista arroz local em quantidade abundante, é necessário promover ações de divulgação junto da comunidade a fim de adquirirem novos conhecimentos acerca da sua produção.

Entretanto, o responsável manifestou o seu desejo de que a importação de arroz venha a sofrer uma quebra.

De acordo com Augusto Júnior, o orçamento previsto para a compra do arroz com casca é de 600 mil dólares americanos. Sublinhou ainda que o MCAE assumiu o compromisso de conceder apoio ao CLN, sempre que dele necessitar.

O Presidente acrescentou, por último, que, apesar de o centro absorver todos os produtos locais, o orçamento destina-se somente à compra de arroz, facto que lamenta, pois considera necessária a inclusão de todos os produtos para estimular a economia local. (jho)

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