Clínica de Santo António de Motael com 17 casos de tuberculose entre janeiro e fevereiro

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DÍLI- A Clínica de Santo António de Motael registou, de janeiro a fevereiro deste ano, 17 doentes com tuberculose.

“Desde janeiro, registámos 17 pacientes com tuberculose. Os doentes são provenientes do Município de Ermera e de Díli. Alguns pacientes já tinham sido internados no Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), mas não recuperaram. Decidiram, então, efetuar tratamento hospitalar aqui, durante seis meses”, disse o responsável da clínica pela doença da tuberculose, Ambrósio Soares, ao Timor Post, esta segunda-feira (01/03), no seu local de trabalho, em Motael.

Ambrósio Soares afirmou também que o Centro de Tratamento de Tíbar identificou alguns doentes com tuberculose, que viriam a ser transferidos para a Clínica de Santo António para serem medicados de acordo com os critérios determinados.

Segundo o responsável, os doentes que estão atualmente a receber cuidados médicos nesta clínica têm idades entre os 20 e os 45 anos.  Ainda não foi registada nenhuma criança vítima desta doença infeciosa.

“Dezassete pacientes são do sexo masculino. Os sintomas da tuberculose são, entre outros, a perda de peso, tosse, suor e febre baixa constante. Podemos detetar esta doença por meio de raio-X”, avançou.

O dirigente alertou ainda que, caso um membro da família tenha sido afetado com a doença, deverá “usar a máscara para prevenir eventual contágio”.

Recorde-se que, segundo os dados divulgados pelo Vice-Ministro da Saúde, Bonifácio dos Reis, a 10 de julho do ano passado, a tuberculose mata entre três a quatro timorenses por dia.

“Mais de quatro mil pessoas morrem diariamente no mundo devido à tuberculose. Timor-Leste é um país subdesenvolvido, onde a prevalência da doença é elevada. O índice de mortes é, no país, superior a 100 por cada 100 mil habitantes”, recordou o governante.

Bonifácio lembrou também que esta é a taxa de tuberculose mais elevada no sudeste asiático. Além das três a quatro mortes diárias com a doença, entre 30 a 40% dos casos não são detetados, o que, devido a vários fatores e questões transversais, leva à sua propagação. (asb)