CIGC estima que, no pior cenário, covid-19 possa matar 17 mil timorenses

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O Primeiro Ministro Taur Matan Ruak

Díli- Segundo a análise do Centro Integrado de Gestão de Crise (CIGC), Timor-Leste poderá registar, num cenário mais pessimista na luta contra o coronavírus, 17 mil mortes.

Esta previsão mais pessimista foi avançada pelo Primeiro-Ministro, Taur Matan Ruak, na quinta-feira (16/04), durante a sua intervenção no plenário extraordinário do Parlamento Nacional relativa ao relatório elaborado pelo Governo sobre a implementação do estado de emergência, decretado, a 28 de março, pelo Presidente da República, Francisco Guterres Lú Olo.

A análise traçou dois cenários possíveis – um mais otimista e outro mais pessimista- em relação ao combate ao novo coronavírus em Timor-Leste.

De acordo com o Primeiro-Ministro, os resultados da análise mostram que, num cenário mais otimista, não se registaria nenhum óbito, enquanto num cenário mais pessimista, o país poderia registar 390 mil infetados, cerca de 30% da população, 156 mil dos quais ligeiros, 58 mil graves,  19.500 necessitariam de ventilação assistida e 17 mil morreriam.

“Estes números fazem parte de um cenário mais pessimista. Enquanto líder do CIGC, dei instruções ao centro para que fossem traçados os dois cenários”, referiu.

“Os países que possuem um sistema de saúde mais desenvolvido no mundo apresentam também deficiências nas respostas”, referiu, garantindo, porém, que o Governo “usará toda a sua capacidade e vontade” para fazer face a este problema.

“Na altura da guerra, não tínhamos capacidade [em termos materiais], mas a vontade ultrapassava tudo. Depois de termos perdido dois mil [timorenses] conseguimos vencer. Devemos manter a vontade e a capacidade no mesmo patamar”, defendeu.

Timor-Leste regista, até esta quinta-feira, dezoito casos importados da covid-19, um dos quais já recuperou e os restantes encontram-se agora em isolamento no Centro de Saúde de Vera Cruz. (cao)