Chefe do casal timorense condenado a dez anos de prisão por tráfico de droga

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DÍLI – O Tribunal Distrital de Díli (TDD) condenou, na quinta-feira (17/09), a dez anos de prisão efetiva o cidadão filipino Jery Goves Bunano por tráfico de droga, num caso que envolve um casal timorense detido, em Atambua, na Indonésia, com cerca de cinco mil comprimidos de ecstasy.

O arguido foi ainda condenado a uma pena acessória de expulsão de Timor-Leste durante oito anos e ao pagamento de custas judiciais no valor de 50 dólares americanos.

Bunano era acusado de tráfico de droga e de associação criminosa, crimes pelos quais o Ministério Público pedia uma pena de 20 anos de prisão, mas viria a ser condenado apenas pelo primeiro crime.

“O caso remonta a 9 de janeiro de 2020, quando Bunano recebeu uma mensagem via Whatsapp, de que a impressora já tinha chegado ao aeroporto. Foi, então, buscá-la para posteriormente a entregar ao casal que viajava para a Indonésia, onde as autoridades do Serviço de Migração detetaram, através de raio-X, cerca de cinco mil comprimidos de ecstasy, embalados num saco de plástico, colocado dentro da impressora”, referiu na leitura do acórdão Julmira Auxiliadora, que presidiu ao coletivo de juízes.

A magistrada referiu igualmente que o arguido permaneceu em silêncio durante o julgamento, porque o TDD deu como provado que é “o autor material do crime”.

A defesa do arguido pretende, contudo, interpor recurso por entender que não existem evidências fortes para a condenação, sustentando que o documento vindo das autoridades indonésias, que comprova que se trata de droga, não refere que o seu cliente é o responsável por estas substâncias ilícitas.

Relembre-se que o casal timorense foi detido a 29 de maio de 2019, em Motaain, com 4.874 comprimidos de ecstasy pela Polícia Indonésia (POLRI, em indonésio).

O casal disse que Jery Bunano é que lhes tinha pedido para transportar a droga para a Indonésia, pelo que a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) deteve imediatamente o arguido em solo timorense.

Após a detenção, o filipino confessou que a droga seria entregue a um cidadão indonésio, na impressora, onde introduziu sacos de plástico com ecstasy, que proveio da Nigéria. (jxy)

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