CFP entrega certificados a equipas de júri para promoção do grau da Função Pública

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DÍLI- A Comissão da Função Pública efetuou esta terça-feira (18/01) a entrega de certificados às equipas de júri, elaboradores de testes e alunos da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL) e do Instituto de Negócios (IOB, sigla em inglês) que prestaram apoio à promoção do grau da Função Pública.

O Presidente da Comissão da Função Pública, Faustino Cardoso, mostrou-se satisfeito com o trabalho realizado por toda a equipa envolvida no programa e pediu, como tal, que mantivesse o seu profissionalismo.

“Todo o painel composto por diferentes personalidades, como júri, técnicos, elaboradores de perguntas e estudantes, quer da UNTL quer do IOB, foram determinantes no apoio à promoção. Por isso, obtivemos bons resultados em todo o processo. Apesar disso, temos o compromisso de continuar a garantir o sucesso do nosso trabalho”, afirmou o presidente, no Ministério da Solidariedade Social e Inclusão.

Segundo Faustino Cardoso, é ainda necessário melhorar o processo de promoção para que se possa assegurar o desenvolvimento da carreira profissional de todos os funcionários públicos, com destaque para os que já preencheram os requisitos de quatro anos de serviço.

“Todo o processo decorreu com momentos de desafio e dificuldades, porque foi a primeira vez, na história da Comissão Função Pública, que se executou tal tarefa”, recordou.

Foram promovidos, subindo de escalão, 1.354 funcionários públicos.

“A promoção na carreira de funcionários públicos envolveu todos os ministérios das instituições públicas timorenses. No início, registámos ao todo 10.455 candidatos elegíveis. No entanto, depois de se efetuar a seleção, apenas 9.354 foram alvo de promoção. Contabilizando o mês de janeiro, temos no total 1.354 promovidos. Significa isto que estes funcionários já possuem salários condizentes com o seu grau”, referiu.

Faustino Cardoso acrescentou que, antes de terminar o seu mandato, se comprometeu a efetuar a segunda promoção em abril próximo.

Também o representante do júri na elaboração de testes, Agostinho de Deus, afirmou que a sua equipa elaborou as provas de acordo com os conteúdos definidos para o exame da promoção da função pública.

“Após o despacho da Comissão da Função Pública, reunimo-nos para discutir, então, a sua elaboração. Dividimo-nos em vários grupos, consoante as diferentes áreas, tais como a administração pública, pesquisa, gestão e liderança”, afirmou.

Segundo o representante, cada equipa de júri procurou diversas referências relacionadas com estes diferentes domínios.

“Graças a estas referências, foi possível elaborar os exames que, mais tarde, foram apresentados aos comissários”, afirmou.

De acordo com este elemento do júri, apesar de o português ser língua oficial, a esmagadora maioria dos conteúdos da prova era em tétum.

Agostinho de Deus mostrou-se igualmente preocupado com o facto de alguns funcionários terem demonstrado dificuldades no uso das novas tecnologias nos exames de promoção do grau da Função Pública.

“Foi a primeira vez que foi implementada na Comissão da Função Pública e, por isso, podemos dizer que o primeiro desafio correspondeu ao uso do computador bem como do teste de exame”, disse.

Também a representante do júri, Maria Elsa Correia, referiu os desafios no uso das novas tecnologias.

“Os desafios que os funcionários públicos enfrentaram durante os exames prenderam-se com a falta de competências informáticas”, disse.

Segundo Maria Elsa Correia, as equipas conseguiram, contudo, acompanhar e dar apoio aos funcionários durante a realização dos exames.

Pertenceram a estas equipas 130 elementos, 42 do júri, 38 elaboradores de provas e os restantes técnicos. (isa)