Cerca sanitária afeta acesso a medicamentos de doentes com VIH/SIDA dos municípios

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DÍLI- A Clínica do Bairro Pité (CBP) mostra-se preocupada com os portadores de VIH/SIDA residentes nos municípios devido à cerca sanitária imposta em Díli.

O diretor da CBP, Inácio dos Santos, explicou que os seropositivos não têm agora acesso aos antirretrovirais.

“A cerca sanitária prejudica os seropositivos que não podem vir buscar os seus medicamentos, sobretudo os que residem nos municípios. A clínica tem de levar os fármacos a estes pacientes nos seus municípios, nomeadamente a Liquiçá e Ermera”, contou o dirigente à jornalista do Timor Post, esta quarta-feira (17/03), no Bairro Pité, Díli.

Segundo o responsável, registam-se nesta clínica mais dois casos de VIH/SIDA desde fevereiro, o que eleva para 170 os doentes em tratamento.

“Detetámos um caso de VIH/SIDA em fevereiro e outro em março. São 170 são as pessoas que fazem ativamente tratamento. Não contamos com aqueles que o abandonaram”, disse.

A cerca sanitária vem agravar o problema da falta de tratamento e acesso a antirretrovirais. Segundo dados divulgados em setembro do ano passado pelo então Secretário-Executivo da Comissão Nacional de Combate à doença, Daniel Marçal, só 45% dos infetados timorenses realizavam tratamento.

De acordo com o responsável e com base em dados do Ministério da Saúde até julho desse ano, apenas 543 seropositivos dos 1.051 vivos estavam a tratar-se.

Também a Diretora da Organização Não Governamental Estrela+, Inês Lopes, se mostrava em fevereiro deste ano preocupada com a vulnerabilidade face à covid-19 dos portadores de VIH/SIDA sem assistência médica.

“Os portadores de VIH em tratamento já sabem como se proteger, mas os que não fazem são um grande problema. Se não se tratarem e contactarem com pessoas infetadas com covid-19, poderão facilmente contrair esta doença”, afirmou a diretora em fevereiro, no Farol, Díli. (isa)

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