Cerca de 3 mil professores forçados a faltar às aulas para receberem salários em Díli

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Díli – A Ministra da Educação, Juventude e Desporto (MEJD), Dulce Soares, disse na passada sexta-feira (28/02) que o ministério teve um encontro com o Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL), Banco Nacional Ultramarino (BNU), Banco Mandiri, Banco Rakyat Indonesia e  Ministério da Administração Estatal  com o objetivo de discutirem a situação dos professores que se veem obrigados a faltar às aulas entre um a três dias por mês por terem de se deslocar a Díli  para efetuarem o levantamento do seu vencimento.

“Realizei, entre janeiro e fevereiro deste ano, visitas a três municípios. Embora já tenha ouvido falar do assunto, quero primeiro inteirar-me da situação, analisando em detalhe os motivos que levaram os professores a ausentar-se para receberem os seus salários”, afirmou Dulce Soares, em declarações aos jornalistas, no Salão do MEJD, em Vila Verde.

A governante referiu ainda que, de acordo com um relatório, a elevada taxa de professores que faltam às aulas no final de cada mês, se deve ao levantamento do salário.

Segundo a ministra, a solução deve passar por cooperar com as instituições financeiras de modo a encontrar uma solução viável que permita a todos os docentes que lecionam fora da capital poderem receber o seu vencimento sem que para tal tenham de se deslocar a Díli.

“Com base nas nossas análises, existem cerca de três mil professores que deixam de lecionar no final de cada mês por terem de se deslocar à capital para poderem levantar o seu vencimento. Apesar de constituir um grande transtorno para toda a comunidade escolar, não os podemos impedir, porque eles trabalham e têm todo o seu direito de receberem o seu salário”, disse.

Dulce Soares salientou igualmente que o ministério ainda não efetuou uma análise profunda no que toca à situação dos docentes, que afeta o normal funcionamento da esmagadora maioria dos estabelecimentos de ensino, dado que ainda não foram registados todos os dados de professores que lecionam nas zonas rurais.

“Timor-Leste dispõe atualmente de aproximadamente 14 mil docentes”, referiu, sublinhando que, segundo os dados, três mil são professores oriundos de cinco municípios.

A governante acrescentou que, embora o MEJD esteja a acompanhar de perto a situação, o ministério ainda não decidiu com que unidade bancária pretende cooperar em virtude da falta de dados de todos os professores, nomeadamente da morada.

Dulce Soares agradeceu ainda a todas as instituições financeiras o seu contributo na divulgação de informações, acrescentando que o ministério tomará em breve uma decisão final para que seja encontrada uma solução viável. (ono)

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