Cancro da mama ainda tabu para mulheres timorenses

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Close-up of doctor examining patient's chest with stethoscope

DÍLI- Os médicos do Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV) mostram-se preocupados com o facto de as mulheres timorenses ainda terem vergonha em relação a algumas doenças, especialmente o cancro da mama, que é normalmente tratado já numa fase avançada da doença.

O Médico de Cirurgia-Geral do HNGV Raimundo dos Santos disse que, por vezes, as doentes, devido à falta de conhecimento e vergonha, não querem fazer tratamento, dirigindo-se já num estádio muito avançado da doença às consultas.

“As nossas preocupações são o diagnóstico e o tratamento tardios. As mulheres consideram estas doenças um tabu. Tenho esperança de que, no futuro, possam falar do cancro da mama ou de qualquer outra sem pudor”, disse aos jornalistas, esta quinta-feira (01/10), após um seminário sobre o cancro da mama, que se realizou na Sala de Leitura Xanana Gusmão.

O especialista apela, como tal, às mulheres timorenses que olhem para o cancro da mama como outra doença qualquer, sem esconderem ou fazerem segredo do problema.

“O cancro da mama não pode ser uma doença tabu. É necessário o seu tratamento urgente, porque mata muitas mulheres”, afirmou, lembrando que 99% dos casos acontecem no sexo feminino.

Já a Diretora-Executiva da Fundação Alola, Maria Imaculada Guterres, sublinhou que esta fundação procura consciencializar e sensibilizar os timorenses para o cancro da mama.

Segundo a dirigente, a organização está a trabalhar nesta questão com o Comité Nacional do Cancro da Mama de Timor-Leste (CNCTL) e médicos do HNGV.

“Trabalhamos com o CNCTL e médicos especialistas para que possam dar informações sobre o cancro da mama, principalmente às mulheres que fazem tratamento no HNGV”, referiu.

Recorde-se que o cancro da mama é o tipo de tumor mais frequente nas mulheres de todo o mundo. Estima-se que, em 2018, tenham sido feitos 2,1 milhões novos diagnósticos e reportadas 627 mil mortes com a doença.

O diagnóstico precoce é muito importante, uma vez que a deteção da doença numa fase inicial eleva para 95% as hipóteses de sucesso no tratamento. (res)

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