Bonifácio Maucoli alerta grávidas de que parto em casa não é seguro nem saudável

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DÍLI – O Vice-Ministro da Saúde, Bonifácio Maucoli dos Reis, alertou as grávidas de que o parto em casa não é seguro nem saudável, e sublinhou a importância de recorrerem aos centros ou unidades hospitalares para receberem tratamento adequado dos profissionais de saúde.

Bonifácio dos Reis falava no âmbito de um colóquio nacional, dedicado ao tema “Vigilância e Resposta à Mortalidade Materno-infantil”, no Hotel Novo Turismo, em Díli.

“Segundo os critérios, o parto é limpo, seguro e saudável, quando é feito em condições que ofereçam meios de tratamento de saúde adequados. A nossa população [futuras mães], principalmente as que residem nas áreas remotas, preferem dar à luz em casa, mesmo enfrentando, por vezes, complicações sem poderem receber qualquer tipo de ajuda”, disse na passada sexta-feira.

O governante referiu ainda que o Governo está a envidar todos os esforços para que as mulheres tenham acesso a cuidados de saúde.

“É de extrema importância haver uma intervenção significativa nas áreas da promoção e educação junto da nossa comunidade, não apenas por parte do Ministério da Saúde, mas também por parte de todas as entidades, como as autoridades locais, a Igreja Católica e a sociedade civil. Isto tem por objetivo permitir às mães dirigirem-se aos centros hospitalares durante a sua gravidez e parto”, afirmou Bonifácio.

Romualdo Bosco, especialista de ginecologia e obstetrícia, frisou, por seu turno, que Timor-Leste (TL) regista as maiores taxas de mortalidade materna e infantil entre os países do sudeste asiático.

“Os problemas enfrentados por TL prendem-se, entre outros, com a gravidez precoce e o número elevado de filhos”, informou.

Segundo o especialista, muitas mulheres das áreas remotas apresentam uma gravidez de risco e não têm acesso a meios de tratamento hospitalar.

“A idade segura para a gravidez é de 20 a 35 anos. Em Timor-Leste há grávidas com menos de 20 anos. As mais afetadas são aquelas com 15 anos [ou menos], pois ainda possuem poucos conhecimentos sobre a reprodução. As mulheres com mais de 35 anos enfrentam também riscos durante a gravidez”, concluiu. (jry)

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