Avelino Coelho defende vinda do gasoduto para costa sul

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DÍLI- O jurista Avelino Coelho disse que, apesar do contributo do líder nacional Kay Rala Xanana Gusmão ter permitido estabelecer as fronteiras marítimas, mantém-se o processo de negociação relativo à vinda do gasoduto do Greater Sunrise para a costa sul, pelo que considera ser necessário fomentar a discussão em torno desta questão.

“O irmão Xanana já se demitiu. A pessoa que vier poderá defender a vinda do gasoduto para outro local. O Estado precisa de discutir o impacto”, disse o jurista Avelino Coelho, aos jornalistas, nesta sexta-feira (14/08), na UNTL, em Caicoli, Díli.

Para Avelino, a exploração do novo gasoduto no país está dependente da liderança, salientando que Xanana Gusmão foi “dono do processo”, nomeadamente da questão das fronteiras marítimas, que conseguiu resolver após vários entraves.

O jurista considera ainda que, após a sua demissão, os timorenses se mostram preocupados com o processo que envolve a vinda do gasoduto para Timor-Leste.

“Se o nosso petróleo for para a Austrália, os jovens formados na área do setor petrolífero vão trabalhar onde? É o nosso petróleo. Isto significa independência? Para mim, não é independência”, afirmou.

O ex-secretário de Estado da Política Energética defende a industrialização da costa sul por poder diversificar a economia, contribuindo para o desenvolvimento de outros subsetores.

“O modelo de desenvolvimento do Estado moderno assenta primeiro na industrialização. Precisamos de industrializar a costa sul. O gasoduto será explorado lá, mas não nem todos trabalharão na sua exploração. Grande parte da comunidade trabalha na agricultura, produzindo bens essenciais que poderão então fornecer aos futuros trabalhadores do gasoduto. Modernizar e criar maior produtividade são o nosso sonho para libertarmos o povo”, salientou.

O jurista pediu, por último, aos jovens intelectuais que promovessem a discussão sobre o desenvolvimento de Timor-Leste, com destaque para a vinda do gasoduto para o país.

“Constatámos que a discussão se fixa em torno de quem governa atualmente o país em detrimento do modelo de desenvolvimento. Penso que esta matéria deve ser posta em evidência e debatida entre os jovens”, concluiu. (jry)

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