Autoridades de Comoro pedem desalojamento “digno” de habitantes de Tasi-Tolu

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Díli – As autoridades locais do suco de Comoro pediram ao Governo, no âmbito da implementação do projeto Pelican Paradise, que desalojasse os moradores de Tasi-Tolu de forma justa e digna.

“Devemos, primeiro, efetuar um levantamento de dados dos moradores de Tasi-Tolu, antes de ser feito este investimento, para que possam ser desalojados de forma adequada”, afirmou o Chefe do Suco de Comoro, Eurico da Costa de Jesus, na passada sexta-feira (06/03), no seu local de trabalho.

Eurico recordou ainda que o projeto tinha já arrancado, no VII Governo Constitucional, mas ficou parado por ser necessário tratar das indemnizações dos residentes da área de Tasi-Tolu.

“Não podemos desalojar aleatoriamente estes habitantes. Devemos preparar outro espaço para os receber”, afirmou.

O líder lembrou ainda que, de 2010 a 2015, o então Executivo tinha realizado uma consulta sobre o projeto junto da população e autoridades locais de Tasi-Tolu.

Segundo Eurico, apesar de ter vindo a público a informação sobre o arranque da obra, as autoridades locais ainda não foram informadas, nem por parte do Governo nem do investidor.

Já a Direção das Terras e Propriedades e Direção Nacional de Terras, Propriedades e de Serviços Cadastrais do Ministério da Justiça tinham efetuado um levantamento de dados relativos aos proprietários do terreno na área de 12 de Outubro, tendo sido, assim, identificadas duas categorias do terreno – privado e estatal.

O Ministério Coordenador dos Assuntos Económicos comprometeu-se, entretanto, a desalojar todos os moradores da área de Tasi-Tolu, onde será construído o complexo hoteleiro de Díli, que custará 700 milhões de dólares. (mj3)

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