Arroz local da Cesta Básica começa a escassear

by -24 views

Díli – Os produtos locais que fazem parte da tabela da Cesta Básica, sobretudo o arroz local, estão a esgotar-se, um cenário que obrigará o Governo a substituí-lo pelo importado, garantindo, assim, que os bens alimentares chegam às mãos de toda a população, disse o Vice-Ministro do Turismo, Comércio e Indústria (MTCI), Domingos Lopes Antunes.

“A quantidade de arroz local no país está a diminuir e não chegará até às próximas duas semanas. O nosso ministério efetuará, por isso, em breve um levantamento [de dados sobre o arroz importado]. Vamos integrá-lo nas listas de compras de produtos da Cesta Básica para que possamos manter a sua distribuição”, afirmou o governante ao Timor Post, nesta terça-feira (12/01), no seu local de trabalho.

Domingos Antunes recordou ainda que, segundo a tabela de preços dos produtos da Cesta Básica enviada para as empresas distribuidoras, um quilograma de arroz local custa um dólar e cinquenta centavos.

Preços de arroz aumentam em Liquiçá

Já o Administrador do Município de Liquiçá, Rogério dos Santos, disse que se verificou um aumento nos preços do arroz vendido nesta zona. Pede, como tal, uma intervenção “séria” por parte do Governo.

“Desconheço as razões pelas quais o preço do arroz aumentou, mas desconfio que a Cesta Básica seja uma delas. As empresas não podem aproveitar esta situação para fazer especulação de preços dos bens alimentares. Solicito ao Executivo que intervenha neste assunto para que a situação possa voltar à normalidade”, apelou.

Controlo da PNTL e AIFAESA

Já o Comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) do Município de Díli, o superintendente chefe Henrique da Costa, adiantou que a PNTL vai efetuar, juntamente com a Autoridade de Inspeção e Fiscalização da Atividade Económica, Sanitária e Alimentar (AIFAESA), um controlo dos indivíduos que pretendem aproveitar o estado de emergência para especulação do preço do arroz.

“Temos colaborado com a AIFAESA e outras instituições relevantes para efetuar ações de controlo ao preço do arroz e dos demais bens de primeira necessidade e sua rotulagem”, disse o comandante da polícia municipal de Díli, aos jornalistas, no seu local de trabalho, em Caicoli, Díli.

Joaquim Amaral: Preço do arroz mantém-se

O Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos (MCAE), Joaquim Amaral, revelou que este ministério efetuou uma avaliação aos supermercados em Díli e constatou que o preço do arroz se mantém.

“A nossa equipa realizou uma avaliação nos supermercados da capital e verificou que não houve mudança no preço do arroz. Contudo, veremos a evolução desta situação”, informou Joaquim Amaral, esta terça-feira (12/01), aos jornalistas, no Parlamento Nacional (PN), em Díli.

Segundo o governante, certos grupos ou indivíduos espalharam a informação falsa do aumento de preços no mercado.

Joaquim destacou ainda que não é possível o Governo intervir totalmente no mercado, esperando a colaboração das empresas em algumas zonas.

Lembrou que foram importadas do Vietname 30 mil toneladas de arroz, algumas das quais usadas para a assistência à comunidade afetada pelos desastres naturais. Assim, restam ainda mais de 20 mil toneladas no armazém do Centro Logístico Nacional (CLN).

Afirmou ainda que o Governo deve proceder a ações de intervenção no preço do arroz nas empresas fornecedoras, supermercados e nos mercados das áreas remotas por forma a evitar a especulação de preços por parte dos comerciantes.

“O Governo vai efetuar intervenções imediatas depois da avaliação do preço pela equipa [do MCAE]”, concluiu. (yto/jho/flo)