Analista: Falta de condições de vida principal responsável por tuberculose em Timor-Leste

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Díli- Joana Amorim Dias, analista no Laboratório Nacional de Tuberculose, considera que a falta de condições de vida, que provoca problemas de higiene e ambientes insalubres, é o fator principal que contribui para a maioria dos casos de tuberculose em Timor-Leste.

Joana Amorim Dias mostra-se sobretudo preocupada com a população das áreas rurais, onde muitas vezes as condições habitacionais são más.

“A tuberculose tem índices muito elevados no nosso país. Temos de eliminar a doença. Visitamos famílias infetadas. Algumas não têm condições dignas de vida. O Governo tem de trabalhar para melhorar as suas habitações”, apelou, na quinta-feira (05/11), no seu local de trabalho.

A analista recordou ainda que os doentes com tuberculose precisam de casas sem poeira e com ventilação para que também não infetem a família.

Outro problema, segundo a analista, é que os cidadãos timorenses não estão sensibilizados para a adoção de medidas de prevenção, o que propaga o contágio no país. Defende, por isso, ações de sensibilização relativamente aos cuidados de saúde, sobretudo entre os fumadores e os consumidores de álcool.

“A alimentação não é adequada, fumam muito, consomem álcool. Ainda não há consciência sobre a necessidade de se levar uma vida saudável”, alertou.

Recorde-se que, de acordo com declarações do Vice-Ministro da Saúde, Bonifácio dos Reis, em julho, no âmbito do lançamento do Plano Estratégico de Combate à Tuberculose para o período de 2020-2024, a tuberculose mata entre três a quatro timorenses por dia.

“Mais de quatro mil pessoas morrem diariamente no mundo devido à tuberculose. Timor-Leste é um país em desenvolvimento, onde a prevalência da doença é elevada. O índice de mortes é, em Timor-Leste, superior a 100 por cada 100 mil habitantes”, recordou o vice-ministro.

Bonifácio dos Reis lembrou também que esta é a taxa de tuberculose mais elevada no sudeste asiático. Além das três a quatro mortes diárias com a doença, entre 30 a 40% dos casos não são detetados, o que, devido a vários fatores e a questões transversais, leva à sua propagação.

De acordo com dados de 2020 da Organização Mundial de Saúde (OMS), a tuberculose mata mais pessoas do que qualquer outra doença infeciosa. Cerca de 1,5 milhões de pessoas morreram com tuberculose em 2018.

Anualmente, aproximadamente 10 milhões de pessoas são infetadas pela doença causada pela uma bactéria Mycobacterium tuberculosis ou Bacilo de Koch. (flo/jry)

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