Alkatiri pede que “não se deixem vazios” mercados de Díli

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Timor Post (11/03/2021) – O ex-Primeiro-Ministro timorense Mari Alkatiri pede ao Governo que, devido à cerca sanitária e ao confinamento obrigatório, “não deixe vazios” os mercados de Díli.

“A cerca sanitária e o confinamento obrigatório em Díli podem ajudar o trabalho da equipa de saúde, segurança e defesa no controlo do surto da covid-19, mas não podemos deixar vazios os mercados na capital”, defendeu Alkatiri ao Timor Post, esta quarta-feira (11/03), via whatsApp.

Apelou, como tal, ao Governo que procurasse “uma solução adequada” por considerar que “é de extrema importância serem abertos alguns corredores para Díli” de modo a que seja permitida a entrada dos bens de primeira necessidade, tanto produtos locais como importados, incluindo os medicamentos. Defendeu, porém, a intensificação das medidas sanitárias na capital.

“Os produtos locais, como legumes, café e óleo de coco, estão a estragar-se, porque a sua entrada não é permitida na capital devido à cerca sanitária, o que levou a que o stock destes artigos já seja reduzido [neste município]”, lamentou.

“Apelo, por isso, ao Governo que preste atenção a este assunto e procure uma solução para abrir [corredores] e controlar de forma apertada os comerciantes locais que trazem os seus produtos para os mercados de Díli”, insistiu.

O Executivo decidiu, esta segunda-feira, em Conselho de Ministros, encerrar todas as atividades de negócio, excetuando as de caráter urgente. É, no entanto, da competência do Ministério Coordenador dos Assuntos Económicos regular o funcionamento destas atividades.

A decisão surgiu na sequência da aprovação da aplicação da cerca sanitária e do confinamento domiciliário obrigatório em Díli durante uma semana, entre 00h00 do dia 9 e as 23h59 de 15 de março.

Segundo o Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Fidélis Magalhães, as medidas restritivas devem-se ao surgimento da transmissão local da covid-19 em Díli.

“Vamos analisar a evolução da situação epidemiológica na capital, antes de decidirmos outras medidas, depois destes sete dias”, referiu.

Afirmou ainda que, neste período, as saídas e entradas desnecessárias e sem autorização do Centro Integrado da Gestão de Crise (CIJC) e do Ministério Interior serão vedadas.

Quanto aos residentes de Díli que se encontram atualmente fora da cidade, Fidélis disse que estes podem entrar, mas têm de se apresentar ao CIGC e cumprir o confinamento obrigatório.

“As atividades de caráter cultural, religioso e desportivo, que levam a ajuntamentos, devem, neste período, ser impedidas. As deslocações na capital que não têm forte justificação são também impedidas”, concluiu. (cao)