AIFAESA quer fiscalizar produtos importados para evitar coronavírus

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DÍLI- O Coordenador das Atividades Económicas e de Segurança Alimentar de Timor-Leste (AIFAESA), Abílio Sereno, defendeu, esta quinta-feira (06/02), que a instituição deve intensificar as operações de fiscalização dos produtos importados à venda nas lojas, nomeadamente nas superfícies chinesas, para evitar a entrada do coronavírus no país.

O coordenador recordou ainda que este vírus já provocou inúmeras mortes no estrangeiro, pelo que o Ministro Coordenador dos Assuntos Económicos (MCAE) lhe tinha pedido para reforçar as operações de fiscalização das lojas para que se evite o aparecimento do vírus.

“A AIFAESA deve reforçar a inspeção nos supermercados, sobretudo dos produtos importados da China”, disse em declarações aos jornalistas, no seu escritório, no Matadouro.

Segundo o coordenador, a instituição deve trabalhar em parceria com a Alfândega para que seja feita a prevenção de produtos importados proibidos.

Para Abílio Sereno, a entrada de alguns produtos sem o conhecimento da Alfândega pode representar um perigo, pelo que pediu à Alfândega que tomasse medidas concretas relacionadas com a questão.

O coordenador referiu também que o Chefe do Gabinete da AIFAESA e diretor do Laboratório se reuniram com o Ministério da Saúde para tomarem medidas de prevenção contra o coronavírus.

De acordo com o responsável da AIFAESA, a esmagadora maioria dos produtos eletrónicos e alimentares são oriundos da China.

“Aqui temos imensos produtos vindos da China e da Indonésia. Apesar de a Indonésia ser um país vizinho, os chineses querem também competir com este país”, afirmou.

O coordenador pediu ainda aos órgãos de comunicação social que informassem a AIFAESA para que fossem tomadas medidas, acrescentando que o Ministério da Saúde assume também um papel relevante na prevenção da entrada de produtos proibidos.

Abílio Sereno lembrou que existe já um acordo com alguns laboratórios internacionais para que possam auxiliar Timor-Leste na realização de análises de amostras de alimentos.

“Como não dispomos de nenhum laboratório, devemos coordenar-nos com o Ministério da Saúde para então fazer análises. No entanto, o ministério não tem equipamentos em número suficiente”, afirmou.

Também o Diretor Nacional de Operações da Alfândega, Julião Ximenes, disse que todos os ministérios se mostram preocupados com a eficácia da prevenção do coronavírus na medida em que a doença poderá vitimar muitas pessoas.

“A Alfândega está pronta a cooperar com outras instituições, sobretudo com o Ministério da Saúde, para atuar contra o vírus nos portos, aeroportos e zonas fronteiriças”, disse.

Segundo o diretor, apesar de haver escassez de equipamentos, o Ministério da Saúde já colocou médicos no porto e aeroporto de Díli bem como nas zonas fronteiriças. A medida visa prevenir a entrada do vírus.

“Embora haja limitações, o Governo já se esforçou bastante para garantir o controlo de todos os passageiros”, sublinhou.

De acordo com o diretor, a Alfândega ainda não registou qualquer produto ou alimento suspeito.

“Estamos prontos a cooperar com todas as entidades, em particular com a Quarentena. Esta instituição recomendou, entretanto, a proibição da entrada de qualquer animal importado”, insistiu.

Para Julião Ximenes, são muitos os produtos importados, nomeadamente alimentos, materiais de construção, bebidas, entre outros. (isa)