Agostinha Segurado: Centros e postos de saúde devem dar prioridade a dengue

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DÍLI- A Diretora do Serviço de Saúde do Município de Díli (SSMD), Agostinha Segurado, pediu aos responsáveis dos centros e postos de Saúde (PS) localizados na capital que dessem prioridade à dengue.

Agostinha prestou estas declarações por considerar que houve descuido por parte da população face à dengue e às demais doenças durante o período de propagação do novo coronavírus, alertando, como tal, os centros e postos de saúde de Díli para que os seus profissionais mantivessem as medidas de prevenção e de deteção precoce face a esta epidemia no seio da comunidade.

“O SSMD tem dado orientações aos profissionais de saúde, em especial aos médicos especialistas de pediatria destacados em Díli, sobre a forma como devem prestar um melhor atendimento aos pacientes com sintomas de dengue”, disse a diretora, esta segunda-feira (04/01), aos jornalistas, no seu local de trabalho, no Bairro Formosa, em Díli.

Segundo Agostinha, mesmo na época festiva do Natal e do Ano Novo, os profissionais de saúde continuaram o seu trabalho de sensibilização junto da população residente em Díli sobre os perigos da dengue além dos da covid-19.

“As ações de sensibilização sobre as medidas de prevenção de dengue, como a distribuição de medicamentos, devem ser dadas à população de forma contínua. Sabemos que os medicamentos estiveram esgotados durante alguns meses, mas já os adquirimos nos princípios de dezembro do ano passado e estes devem ser distribuídos aos centros e postos de saúde de Díli”, frisou.

A responsável afirmou ainda que o SSMD possui a sua própria equipa que garante a sensibilização, prevenção e distribuição de medicamentos, com o contributo das autoridades municipais de Díli e demais estabelecimentos de saúde.

Referiu ainda que, provisoriamente, o SSMD continua sem possuir dados fixos sobre a distribuição de medicamentos às aldeias.

“Efetuamos também intervenções e preparativos nos estabelecimentos de saúde de modo a garantir o stock de medicamentos e reagentes usados no atendimento à população durante a época da chuva”, sublinhou.

“Os reagentes são importantes, visto que os sintomas de dengue precisam de serem alvo de um diagnóstico e de análise adequados no Laboratório Nacional de Saúde. Estes devem estar disponíveis em cada centro ou posto de saúde de modo a serem usados e enviados ao laboratório para se proceder à sua análise e confirmar se se trata ou não de dengue”, explicou.

Agostinha lembrou, por outro lado, que, por vezes, “há pacientes que chegam aos centros de saúde logo no primeiro dia da infeção, mas não são atendidos de forma adequada por parte dos próprios profissionais de saúde. Assim, ao segundo dia, quando regressam ao hospital, a sua situação clínica tende a agravar-se”.

Recorde-se que, segundo os últimos dados, Timor-Leste regista 813 doentes com dengue, sete dos quais perderam a vida.

“Apesar de ainda não registarmos nenhum caso de dengue em janeiro de 2021, não devemos ignorar a existência de aides aegypty, pois estes mosquitos continuam a viver nos nossos bairros e causam sempre esta doença”, concluiu. (res)