Académicos defendem mais investimento na educação

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DÍLI – Académicos de diferentes instituições universitárias pediram ao Governo um maior investimento no setor da educação, através da alocação de mais fundos do Orçamento Geral do Estado (OGE).

“Solicito ao Governo que invista mais nos setores da educação, saúde e infraestruturas. No entanto, a prioridade deve ser dada à educação, aumentando as verbas que são escassas neste momento. Este setor é aquele que apoiará todos os outros”, disse o reitor do Institute of Business (IOB), Augusto Soares, na passada terça-feira (26/11), em declarações aos jornalistas do Timor Post, no seu local de trabalho, no Fomento, Díli.

O académico referiu ainda que a educação é a chave do desenvolvimento do país, pelo que entende que o Estado deve dar primazia a este setor, contribuindo para o reforço da capacitação dos recursos humanos.

“O nosso Governo alocou apenas 6 a 7% [do OGE para a educação], enquanto as outras nações alocam, em média, muito mais, entre 25 a 40%”, referiu.

Segundo Augusto Soares, além do setor da educação, o Executivo deve alocar mais verbas para a saúde e as infraestruturas, visto representarem também áreas-chave de desenvolvimento do país.

O reitor referiu também que os cidadãos pretendem que 90% do OGE seja investido preferencialmente em setores como o turismo, pescas, agricultura e indústria, conforme vem expresso no Plano Estratégico do Desenvolvimento Nacional.

O académico lembrou ainda que, além destas áreas, o artigo 138.º da Constituição da República Democrática de Timor-Leste (CRDTL) prevê outros pilares da economia nacional, nomeadamente o privado, público e cooperativo.

“Esperamos que o nosso OGE, oriundo do Fundo Petrolífero, traga mais prosperidade”, disse.

“O OGE do próximo ano, num montante de 1,95 mil milhões de dólares, é o maior de sempre, comparado com os dos anos anteriores. A maior parte do OGE é oriundo do Fundo Petrolífero, situando-se entre os 85 e os 90%”, acrescentou.

Também o académico da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL), Júlio Aparício, pediu ao Estado que fosse dada prioridade ao setor educativo, visto que este é “a chave do desenvolvimento e da transformação das qualidades da pessoa”.

O académico referiu ainda que, apesar de o OGE ser anualmente aprovado, a esmagadora maioria dos estabelecimentos de ensino apresenta condições precárias, faltando equipamentos escolares e docentes.

“Peço ao VIII Governo Constitucional que,no debate sobre o OGE de 2020, dê  prioridade ao setor educativo e aloque mais verbas para fazer face aos problemas de base”, afirmou Júlio Aparício, na passada terça-feira (26/11), no Campus da UNTL, em Caicoli, Díli.

Júlio Aparício solicitou também aos deputados do Parlamento Nacional de Timor-Leste que observassem atentamente o estado da educação desde as suas bases. (ono/lj2)