Académicos consideram injusta verba atribuída a profissionais de saúde na linha da frente

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DILI-Hugo Lourenço, académico da Universidade de Díli (UNDIL), considera discriminatória a forma como o Governo tratou os profissionais de saúde que estiveram na linha da frente no combate à covid-19.

Segundo o docente, enquanto os profissionais de saúde que trabalham diariamente na linha da frente com elevado risco de contágio pela covid-19 recebem um suplemento de cinco a 25 dólares americanos, os restantes funcionários recebem até 40 dólares pelas horas extraordinárias.

“Isto representa uma injustiça social, pois o pessoal de saúde trabalha num local propício ao contágio do vírus. Estes profissionais podem, assim, sofrer danos irreversíveis ao ponto de os levar à morte. O subsídio é, por isso, demasiado reduzido. Esta situação leva-nos a pensar que poderá haver atos de administração danosa”, afirmou ao Timor Post, no domingo (14/06).

Para o académico, a atribuição de subsídio de forma diferenciada por parte do Executivo constitui um tratamento desigual e origina injustiça.

“Esta distribuição desigual demonstra que o Governo não agiu de forma correta”, referiu.

Segundo Hugo, o Governo deverá justificar o motivo pelo qual foi atribuída uma verba substancialmente menor face à de outros profissionais.

“Esta distribuição diferenciada do subsídio é completamente desajustada, pois não olha aos fatores de risco do pessoal de saúde que está na linha da frente e enfrenta no seu local de trabalho. A meu ver, o Governo não esteve bem nesta questão”, afirmou.

Também o académico da Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL), Felisberto de Carvalho, sugeriu que o valor atribuído aos profissionais de saúde que estiveram na linha da frente deveria ser superior aos atuais 25 dólares.

“Considero uma discriminação e uma falta de respeito para com o pessoal de saúde. O Governo pode perfeitamente alocar 40 dólares para todos os profissionais da linha da frente. A verba a atribuir deverá, pois, ser aumentada já que o seu trabalho implica riscos elevados de saúde”, afirmou ao Timor Post, no domingo (15/06). (f10/mj4)

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