Académico questiona saída da coligação do KHUNTO

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Díli- O académico Hugo Lourenço questionou a saída do partido Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO) da nova coligação da Aliança de Maioria Parlamentar (AMP), liderada pelo partido Congresso Nacional da Resistência Timorense (CNRT).

Hugo Lourenço considera que a carta endereçada a Xanana Gusmão, onde se anuncia o abandono do KHUNTO da coligação, é insuficiente, pelo que sugere a realização de um congresso para que a sua saída se oficialize.

“A forma como Naimori tomou a decisão de não fazer mais parte da aliança violou as regras dos partidos políticos. Se quiser sair, tem de realizar um congresso para o oficializar”, disse ao Timor Post, na passada sexta-feira (01/05).

Para o académico, caso o Presidente da República venha a dar posse aos novos membros do atual Governo estará a violar a Constituição, por colocar os interesses pessoais e de grupo acima do interesse nacional e da lei.

“Se o Presidente da República concordar com as nomeações agora anunciadas para formar Governo, está a fugir à lei. Mostrará ao povo que os nossos líderes não têm em conta a nossa Constituição, cometendo várias irregularidades. Estará a pôr os interesses pessoais acima do interesse comum”, referiu.

Também Augusto Soares, Reitor do Instituto Empresarial (IOB, em inglês), é da opinião de que o anúncio da saída do KHUNTO da nova coligação tem de ser realizada por meio de uma conferência ou congresso, à semelhança da sua entrada para a AMP.

“Se os membros do partido KHUNTO manifestam a vontade de sair da AMP, deverão ir ao encontro da nossa lei. Por isso, é urgente que convoquem uma conferência para então formalizarem o seu abandono, conforme o que está estipulado na lei”, afirmou.

O reitor aconselhou, desta forma, o partido a analisar e a ponderar muito bem, antes que seja tomada qualquer decisão que vá no sentido de romper o acordo assinado na altura com os partidos políticos que integram a aliança.

“Os órgãos do KHUNTO têm de analisar com cuidado o assunto. Não se podem apenas limitar a apresentar a carta de demissão. O assunto é tão sério que exige a realização de um congresso”, concluiu. (mj4)

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