Académico da UNDIL pede entrada de produtos locais em Díli

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DÍLI – O Decano da Faculdade de Economia da Universidade de Díli (UNDIL), Alfredo dos Santos, pede ao Governo que seja dada prioridade à entrada de produtos locais em Díli, ainda que a cidade esteja sob a cerca sanitária e confinamento obrigatório.

“É evidente que as medidas restritivas na capital visam reduzir drasticamente o número de entradas e saídas nesta zona para prevenir uma possível propagação da transmissão local da covid-19 no país. Temos, contudo, de acautelar a roda económica”, defendeu o académico, esta quinta-feira (11/03), no seu local de trabalho.

Alfredo dos Santos apelou ainda às forças de segurança e defesa que deixassem entrar os produtos locais em Díli e, ao mesmo tempo, intensificassem o controlo relativo às deslocações desnecessárias da população na capital.

“As forças de segurança têm de estar prontas. Devemos definir o que é que pode ou não entrar na cidade. No entanto, a entrada dos produtos locais deve ser permitida para impedir que haja mortes devido à fome na capital”, disse.

As recomendações devem-se ao facto de o stock dos produtos locais, como legumes e frutas, ser reduzido nos mercados do Município de Díli.

“Os habitantes residentes em Díli precisam destes artigos para o seu sustento diário”, afirmou.

O decano referiu ainda que os produtos locais nos municípios se estão a estragar por falta de compradores, situação esta que pode afetar o rendimento familiar, pelo que insistiu que fosse dada prioridade à entrada das viaturas mercadorias em Díli.

Segundo o académico, a economia de Timor-Leste tem registou uma queda de forma gradual, pelo que sugeriu ao Executivo que fossem tomadas medidas urgentes e adequadas para que o setor possa ser de novo impulsionado.

“Se não recuperarmos a nossa economia, morreremos da fome e não de covid-19. Precisamos, então, de dar oportunidade aos comerciantes locais de trazerem os seus produtos para os mercados da capital”, destacou.

Também Joana de Araújo, habitante de Díli, disse que os bens alimentares começam a reduzir, o que faz com que a maioria dos mercados se encontre encerrada. (jho)