Académico: Com duodécimos não há desenvolvimento

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Díli – O Decano da Faculdade de Economia da Universidade de Díli (UNDIL), Alfredo dos Santos, disse que o regime de duodécimos e as consequentes dotações orçamentais temporárias servem apenas para pôr em funcionamento a máquina do Estado, não permitindo o desenvolvimento do país.

“No regime duodecimal, não há lugar a despesas do capital de desenvolvimento. Todos sabemos que a função dos duodécimos é só de alimentar a máquina do Estado”, afirmou Alfredo dos Santos, na passada sexta-feira (21/08), em Mascarenhas.

O académico defendeu ainda que se registou um retrocesso na economia do país nos últimos três anos.

“É óbvio que a economia do país não está, desde 2017, a progredir, visto que os duodécimos conseguem apenas responder às necessidades essenciais. Não há, como tal, desenvolvimento nacional”, salientou.

Alfredo dos Santos mencionou ainda desvantagens dos duodécimos como a perda do poder de compra.

“Estamos numa situação de crise. Os preços dos produtos no mercado estão a subir. As famílias mais carenciadas não têm possibilidades de fazer compras. Nem sabem onde que vão buscar o dinheiro. Há uma perda no poder de compra. Muitas empresas foram obrigadas a fechar as suas portas. Esta é a realidade”, destacou, considerando agora o Executivo “um leão sem dentes”.

Acrescentou, por último, a necessidade de o Orçamento Geral do Estado para 2021 ser aprovado de modo a que resolva a crise que o país tem enfrentado nos últimos anos, sugerindo que o Governo não desse importância aos interesses partidários nem ao poder, mas se importasse apenas com o bem-estar dos seus cidadãos. (ono)

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