66% das famílias timorenses vivem da agricultura

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DÍLI- A Direção-Geral de Estatística (DGE) lançou oficialmente o relatório dos Censos Agrícolas de 2019, que revelam que 66% dos agregados familiares timorenses, um total de 141.141, vivem da agricultura.

“O relatório mostra que 66% dos agregados familiares em Timor-Leste são agricultores”, revelou o Diretor-Geral de Estatística, Elias dos Santos Ferreira, aos jornalistas, na passada terça-feira (10/11), no Ministério das Finanças, em Aitark-Laran.

O diretor avançou também que, entre estas famílias, só em 15% dos casos, são as mulheres as proprietárias e gestoras agrícolas.

Mais de 216 hectares são cultivados com arroz, milho, café, entre outros produtos. Já 70% das famílias têm plantações temporárias e 45% permanentes. Só cerca de 14,5% se dedicam à monocultura.

Quanto à área bruta de cultivo, 18% é ocupada por milho, 7,6% por arroz, 7,4% por mandioca e 6,3% por café.

No total, 51% dos agregados familiares lavram a terra – 63% usando a força manual, 67% de forma convencional e 33% com força mecânica.

O relatório mostra ainda que só 20% dos agricultores recorrem à irrigação, sendo que entre estes 79% não paga a água.

Apenas 6% das famílias agricultoras fazem uso de adubo – 37,5% usam adubo inorgânico, 63,3% adubo orgânico e 3,4% adubo biofertilizante. Já 91% destes agregados usam as suas próprias sementes.

Quanto à pecuária, 62% das famílias têm gado bovino, 62% caprino, 92% suínos e 82% aves. (jho)

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