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Ramos Horta pede investimento do Estado e apoio da banca para recuperação económica

Timor Post - Jeral
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DÍLI- José Ramos Horta pediu ao Governo investimento e apoio das instituições bancárias para a recuperação económica do país.

“Se não houver por parte do Estado um investimento forte na economia e a participação dos bancos, como é que a nossa economia poderá recuperar? Claro que o Estado deve investir muito e dialogar com os bancos”, afirmou Ramos Horta, este sábado (04/07), numa conferência da Associação de Jornalistas de Timor Lorosa’e (AJTL).

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Ramos Horta considera que a banca é decisiva para a recuperação económica do país e lançou críticas aos juros elevados do Banco Nacional Ultramarino e Banco Nacional de Comércio de Timor-Leste (BNCTL).

“Os juros destes bancos, nomeadamente do BNU, são superiores aos de outros, chegando aos 14%. Por vezes, 12%. Fiz uma pesquisa. Na Indonésia, os juros são também superiores a 14%. No entanto, em empréstimos de um milhão [de euros] no BNU em Portugal [Caixa Geral de Depósitos], os juros poderão ser de 1% e, em valores superiores a um milhão, poderão ser inferiores a 1%”, afirmou.

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Ainda em relação à intervenção do Estado na economia, Ramos Horta recordou que já tinha alertado o Governo timorense para uma eventual contração económica mundial em 2020.

“Publiquei um comentário na página de Facebook, em agosto do ano passado, sobre a economia mundial. O comentário pretendia alertar o nosso Governo para a possibilidade de recessão mundial em 2020 e para a necessidade de cuidar do nosso Fundo Petrolífero”, disse.

O Nobel da Paz pede também aos jornalistas que divulguem informação sobre os problemas económicos do país.

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“Os jornalistas têm de procurar escrever muito sobre os problemas económicos e de contribuir com ideias. Devem convidar os economistas timorenses, ler artigos internacionais, publicar nos jornais e debater nas televisões, rádios para provocarem os políticos”, apelou.

Lembrando que Timor-Leste não é o único país a sofrer uma crise, o ex-Presidente da República apontou também exemplos de potências económicas a sofrer com a atual conjuntura, agravada pela covid-19.

“A economia da Alemanha também está com problemas. O Deutsche Bank, um banco mundial, deixou oito mil funcionários no desemprego nos últimos dois ou três anos. As economias da Inglaterra e da União da Europeia sofrem de anemia”, afirmou.

Preocupado com a covid-19, Horta lembrou a necessidade de uma vacina gratuita que combata a doença.

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“Participei, juntamente com algumas personalidades internacionais, na elaboração de uma petição, que apela aos líderes mundiais com mais poder económico que, quando surgir uma vacina, a distribuam gratuitamente pelo mundo”, disse.

Recorde-se que, de acordo com um estudo do Banco Central de Timor-Leste (BCTL), divulgado em junho, a economia timorense terá sofrido com a crise provocada pelo chumbo do Orçamento Geral de Estado de 2020 e pela covid-19 uma queda de cerca de 6%. As importações e exportações terão caído 18%, o que levou a uma quebra do Produto Interno Bruto Não petrolífero de cerca de 6%. (isa)

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